Para manter a saúde em dia são necessários diferentes tipos de cuidados com cada parte do corpo. Por isso, o paciente deve estar sempre atento aos sintomas e logo procurar um especialista. No entanto, em alguns casos, um problema em uma determinada área pode ter relação com distúrbios em uma outra. Um exemplo disso são os quadros de doença periodontal que pode estar prejudicando o coração. Para explicar mais sobre o assunto, o dentista Daniel Cohen traz algumas respostas.

Quais são os tipos de problemas na gengiva?

Para começar, é preciso diferenciar os dois tipos de classificação para doença periodontal. A primeira é a gengivite, caracterizada por afetar os tecidos moles da bocas, que são a mucosa gengival. Já a periodontite é o estágio mais avançado de uma doença periodontal. Além de trazer problemas para a mucosa gengival, ela afeta a parte responsável pelo suporte do dente, denominados ligamento periodontal (une o dente ao osso) e o osso alveolar (dá suporte). “Vale ressaltar também que, apesar de incomuns, gengiva e mandíbula são os locais mais comuns de metástase para a cavidade oral”, explica o dentista. Dessa maneira, é importante a consulta com um estomatologista. O profissional poderá ouvir os relatos do paciente, analisar o histórico e pesquisar por doenças malignas prévias.

Os problemas na gengiva podem prejudicar a saúde do coração?

Baseando-se nos estudos da professora de periodontia da Universidade de Ohio, Purnima Kumar, afirma que existe uma relação temporal entre doenças cardiovasculares e periodontais. Foi analisado que bactérias orais podem desempenhar um papel direto ou indireto na causalidade dessas doenças de coração. 

Os tratamentos indicados para esses casos

É importante que todos mantenham uma visita anual ao cirurgião dentista, com o intuito de investigar sobre o estado da saúde periodontal. Vale ressaltar que os pacientes que apresentam uma higiene bucal exemplar também estão incluídos para essas consultas. Esse procedimento mais simples está relacionado com quadros de periodontia básica. "A técnica inclusive se chama terapia básica periodontal. Geralmente envolvendo remoção de biofilme salivar calcificado (vulgo tártaro) com raspagem ou ultrassom e profilaxia com motor de baixa potência", explica o profissional.

É preciso fazer tratamentos para o coração também?

Nos casos de pacientes cardiopatas ou quem já fazem uso de medicação devido o risco alto para doença cardiovasculares, é necessário um acompanhamento regular de um médico cardiologista. “O controle do colesterol e da pressão arterial demanda, em ambos os casos, uma visita ao profissional a cada três meses”, diz Daniel. Além disso, indivíduos que sofrem de obesidade, má alimentação, propensão por questão genética e sedentarismo, estão no grupo de risco para desenvolver doenças de coração e necessitam de um acompanhamento mais de perto.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Daniel Cohen Goldemberg - PhD. Estomatologia e Patologia Bucal
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ: 29267