Isso mesmo! 80% dos pacientes têm gengivite, e somente no Brasil esse número se traduz para dois milhões de casos registrados anualmente. A gengivite é uma inflamação que acomete as gengivas causando bastante problema. “Ela é percebida por causar sintomas como inchaço, vermelhidão, sangramentos no local e mau hálito”, descreve o especialista Fabiano Lopes. O que muitos ainda têm dúvida é sobre as causas desse problema bucal e o por que dele atingir tantas pessoas, fazendo parte da rotina de muitos pacientes. O dentista trouxe informações esclarecedoras sobre o assunto.

As causas da gengivite são comuns no dia a dia dos pacientes

A gengivite é o resultado da placa bacteriana, uma camada natural de bactérias que cobre os dentes, a gengiva e todas as superfícies da mucosa bucal. Apesar disso, ela precisa ser removida para que problemas bucais não se desenvolvam. “Se a placa não for removida diariamente, as bactérias produzirão toxinas que causam todo o processo inflamatório”, explica ele.

Com isso, pode-se afirmar que a causa principal da gengivite é má higienização oral, já que a remoção da placa envolve a escovação adequada e o uso de fio-dental. “Não higienizar os dentes leva ao acúmulo de placa bacteriana na região entre dentes e gengiva, levando ao aparecimento de uma camada inicialmente incolor, mas que vai ficando amarela ou esbranquiçada, sendo precursora da inflamação das gengivas, se não removida”, completa ele.

Além da má higiene bucal, outros fatores também podem provocar a gengivite

Mas não é só da falta de higienização que a gengivite se aproveita. Em alguns períodos, como a gravidez, ela pode ser bem comum. “A gravidez pode também levar ao desenvolvimento de gengivite pelas alterações hormonais. O tabaco e o estresse são também fatores de risco que podem desencadear a gengivite, uma vez que influenciam alguns hormônios que alteram a flora bacteriana”, esclarece.

Fabiano também inclui nessa lista como fatores de risco: medicamentos específicos, deficiências nutricionais, infecções fúngicas ou virais, dentes com cárie, dentes tortos, próteses dentárias, aparelho ortodôntico mal adaptado e respiração bucal. O importante é consultar um profissional para que ele descubra o motivo da inflamação. Tendo essa informação, o tratamento será mais rápido e simples.

O tratamento combate ou reduz a inflamação

O tratamento para a gengivite é essencial e quanto antes, melhor. Isso porque a gengivite pode se desenvolver para uma complicação ainda mais séria. “A gengiva inflamada é a fase inicial da doença periodontal, que pode, nos casos mais avançados, levar à perda dos dentes pela mobilidade acentuada”, alerta o especialista. Assim, o tratamento deve ser imediato e a consulta no dentista ainda mais importante. “O dentista fará uma limpeza aos dentes. Após isso, o profissional orientará em relação à escova de dentes mais indicada para o seu caso, bem como o ensino da técnica correta de escovação, auxiliada com o uso de fio dental”, explica.

Junto do auxílio profissional, o paciente também deve alterar sua rotina para uma melhora da inflamação. “Mantendo uma boa higienização em casa com o uso de uma técnica de escovação correta, o uso de cremes dentais que possuam poder antibacteriano, de escovas de dentes, de preferência de cerdas macias, e de fio dental”, recomenda Fabiano. Ele também aconselha cremes dentários que contenham fluoreto de estanho, pois ajudam a prevenir a gengivite e conter o sangramento gengival.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Fabiano Lopes Souza - Especialista em Implantodontia e em cirurgia e traumatologia Buco Maxilo Facial
São Paulo - SP
CRO-SP: 93.828