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25.01.2021

Úvula bífica: o que é? Quais são as causas? Dentista indica o melhor tratamento para a doença bucal

A úvula bífica é um quadro mais comum do que se imagina que pode trazer uma série de incômodos para sua saúde. Saiba como tratá-la!
A úvula bífica é um quadro mais comum do que se imagina que pode trazer uma série de incômodos para sua saúde. Saiba como tratá-la!

Expert

Uila Ramos da Silva

Uila Ramos da Silva

CRO-PE 10.380

Cirurgiã-Dentista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, Ortodontista formada pela Faculdade de Odontologia do Recife, apaixonada pela profissão e motivada por valorizar a vida transformando sorrisos e restaurando a vontade de sorrir!

A úvula, ou “sininho da garganta”, é uma das estruturas mais importantes da cavidade bucal. Responsável pela deglutição e emissão de sons da fala, ela está situada na parte posterior do palato mole, que é a porção muscular do céu da boca. Mas você sabia que, assim como os dentes e gengivas, ela também pode desenvolver problemas? O quadro de úvula bífica, por exemplo, é um dos mais comuns. Para entender melhor sobre o assunto, o Sorrisologia convidou a dentista Uila Ramos que revelou os motivos por trás dessa condição e como tratá-la. Veja só!

Úvula bífica: o que é e como acontece?

Parecido com o quadro de lábio leporino, a úvula bífica se trata de uma bifurcação parcial ou total da estrutura, sendo um marcador importante para presença de fenda palatina submucosa. Por isso, Drª Uila adianta: “A úvula bífida pode estar associada a uma fenda palatina, abertura no palato ósseo pela falta de fusão dos processos ósseos durante o período intra-uterino, ou à fenda palatina submucosa que é uma fenda no palato mole”. Embora seja uma condição notória, a úvula bífica nem sempre pode ser diagnosticada antes do nascimento, já que, muitas vezes, ela não é visível nos exames de ultrassonografia.

Quando não tratada, a úvula pode trazer complicações para saúde

Assim como outras doenças bucais, a úvula bífica também pode resultar em outros incômodos quando não tratada corretamente. Dificuldades na alimentação, especialmente em bebês, é uma das consequências mais comuns. Isso porque a fraca pressão intrabucal durante a amamentação pode contribuir para o refluxo nasal, causando desconforto à criança. Além disso, hipernasalidade dos sons na fala e predisposição a desenvolver otites com risco de comprometer a audição, também são fatores que podem estar relacionados à úvula bífica. Justamente por isso, é importante consultar um profissional de confiança para garantir o diagnóstico e o tratamento correto para a doença bucal.

Tratamento para úvula bífica

Para surpresa de alguns, a úvula bífica pode ser facilmente corrigida através de um procedimento cirúrgico. Geralmente, a cirurgia ocorre ainda nos primeiros anos de vida do paciente, entre dois e três anos, e consiste no fechamento do palato e da úvula. Nesse caso, é importante que a equipe responsável pelo processo seja multidisciplinar e composta por um cirurgião-dentista, um otorrinolaringologista e, em alguns casos, um fonoaudiólogo, dependendo do nível de gravidade da fenda. Dessa forma, é possível garantir um tratamento e acompanhamento adequado e, consequentemente, uma boca saudável por toda a vida.

Saiba os cuidados necessários com a úvula 

De acordo com a Drª Uila, a úvula não exige uma higiene diária como à recomendada para os dentes e gengivas. Na verdade, a melhor forma de prevenir incômodos e problemas na estrutura é através de um acompanhamento médico. “Quando há algum sinal suspeito de inflamação, alergia ou ferida, o ideal é buscar a ajuda de um profissional qualificado”, aconselha. Nesse caso, o exame clínico e as análises laboratoriais serão a melhor forma de garantir um diagnóstico correto e um tratamento mais adequado para o seu quadro, especialmente no caso de úvula bífica.

Este artigo contou com a participação de:
Uila Ramos da Silva

CRO-PE 10.380
Cirurgiã-Dentista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, Ortodontista formada pela Faculdade de Odontologia do Recife

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