A odontologia conta com um vasto campo de técnicas e métodos que ajudam a deixar o sorriso de qualquer um muito mais bonito e saudável. Mas claro, existem imprevistos e aí quando você menos espera, precisa passar por uma ulectomia ou até mesmo ulotomia, por exemplo. Se você nunca ouviu sequer falar nesses termos, essa é a hora de conhecê-los e entender exatamente para que serve cada um destes procedimentos, né? A cirurgiã-dentista Ana Carolina Guimarães Teixeira esclarece os principais pontos sobre cada um.

O que é a ulectomia?

Conforme a profissional explica, essa técnica cirúrgica consiste na remoção ou exérese de formações anormais do tecido mucogengival sobre dentes não completamente erupcionados. “Essa neoformação gengival sobre o dente ocorre devido a um estímulo inflamatório originado por acúmulo de resíduos alimentares associado a má higienização ou por trauma da criança morder em cima”, esclarece. Dessa forma, o processo acomete principalmente os molares e incisivos em estágio de erupção. Além disso, Ana Carolina destaca que em pacientes adolescentes isso também pode acontecer devido a um siso semi-irrompido.

De acordo com a especialista, as etapas cirúrgicas consistem em:
• Antissepsia intra oral com clorexidina;
• Anestésico tópico;
• Anestesia local infiltrativa;
• Incisão com bisturi 15 (pode ser realizada utilizando bisturi a laser ou elétrico);
• Remoção do tecido gengival e exposição do dente;
• Não é necessário pontos (sutura);
• Irrigação local com soro fisiológico;
• Tamponamento com gaze e medicação analgésica;
• Retorno em 7 dias;

E a ulotomia, quando pode ser recomendada?

Diferente da ulectomia, pode-se dizer que a ulotomia é considerada um procedimento cirúrgico mais simples. Isso porque a técnica consiste apenas em uma incisão na gengiva para liberar espaço para a erupção do dente permanente, segundo Ana. “A ulotomia se torna necessária quando a gengiva que cobre o dente é resistente e impede o rompimento espontâneo do dente que está nascendo.”

Há contraindicações para esses procedimentos?

A profissional alerta que, assim como em qualquer cirurgia, é preciso avaliar se há alguma inflamação pré-existente na cavidade oral. Um quadro clínico de pericoronarite, por exemplo, pode impedir a execução da cirurgia, uma vez que é uma doença que precisa de tratamento auxiliada por um especialista antes do paciente iniciar qualquer procedimento cirúrgico.

Cuidados pós-cirúrgicos

É claro que a higiene oral, principalmente após as cirurgias, conta muito! Ela deve ser feita normalmente, com o uso da escova e auxílio do fio-dental. Entretanto, é preciso ter um pouco mais de cautela ao realizar a limpeza na região afetada pela cirurgia, conforme a dentista alerta. “Recomendo o uso de Clorexidina 0,12% por 7 dias para ajudar no processo de cicatrização.”

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Ana Carolina Guimarães Teixeira - Cirurgiã-dentista da Clínica Odonto Clean com graduação em odontologia pela Universidade Unigranrio.
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ 46474