O tratamento canal é, certamente, um dos procedimentos bucais mais temidos pelos pacientes. Afinal, quem nunca ouviu dizer que que o procedimento é doloroso, têm um pós-operatório complicado e outras histórias? Mas, se você está pensando em desistir por conta disso, saiba que graças aos avanços tecnológicos, fazer um canal está longe de ser um incômodo. Para entender melhor sobre o assunto, o Sorrisologia reuniu as últimas novidades da odontologia que podem tornar o tratamento mais seguro e eficaz. 

Antes de tudo, é importante entender como funciona o tratamento de canal

De maneira geral, o canal de um dente é um espaço interno, na coroa e na raiz, ocupado por uma artéria, um vaso linfático e uma terminação nervosa. Quando ocorre a contaminação desse nervo através de bactérias ou quando ele sofre algum trauma, é necessário fazer o tratamento de canal. Para isso, o dentista precisa abrir o dente, remover todos os tecidos infectados e preencher o canal com um material odontológico próprio de obturação, o que garante o controle da infecção. Por se tratar de uma região cercada por terminações nervosas, a operação costumava doer devido a sensibilidade do local. 

De que maneira a tecnologia pode beneficiar o tratamento de canal?  

Se você conversar com pessoas mais velhas que já passaram pelo tratamento de canal, elas, certamente, contarão histórias nada agradáveis sobre o procedimento. A boa notícia é que com os avanços tecnológicos a dor e o desconforto não são mais uma realidade nos consultórios. Entre as principais novidades estão os localizadores apicais eletrônicos. Capazes de indicar com precisão o final do canal radicular, eles garantem um tratamento ainda mais positivo. Além disso, a facilidade de detectar motores odontológicos e limas de alta qualidade é outro benefício destas ferramentas. 

Anestesia computadorizada também é um avanço para o tratamento de canal

Ninguém gosta de sentir dor, certo? Por isso, a anestesia computadorizada é uma das apostas nos consultórios para garantir um tratamento diferente aos pacientes. Ela permite que as gengivas ou as mucosas da boca sejam anestesiadas sem causar a sensação de ardência típica da anestesia comum. Além disso, a anestesia computadorizada pode ser aplicada mais de uma vez no mesmo elemento sem resultar em inchaço no rosto ou regiões dormentes, como lábios e língua. Isso porque o aparelho aplica doses menores e mais precisas. Vale lembrar que os medicamentos usados são os mesmo da anestesia comum, a diferença está na aplicação: o microprocessador controla a pressão e aplica a quantidade exata de anestésico necessária para o paciente.