Quando o assunto é mau hálito, o que não faltam são dicas na internet de como evitá-lo ou tratá-lo das mais diversas formas, normalmente com foco na parte de alimentação. Não foi à toa que surgiu a ideia de que o suco de limão poderia ser um aliado contra esse probleminha, mas será que isso é verdade? Para desvendar esse mistério, conversamos com o especialista em halitose Maurício Duarte e ele esclareceu essa questão. Confira!

O que pode ocasionar o mau hálito do dia a dia?

O mau hálito pode aparecer por diversos motivos. De acordo com o especialista, são cerca de 90 causas, mas em mais de 95% dos casos a sua origem é na cavidade bucal, principalmente devido a presença da saburra lingual ou de doenças da gengiva. A saburra pode ser observada na própria língua, através de uma camada de placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada que se depositou no local. Já os indícios de doenças da gengiva são notados normalmente pelo sangramento gengival.

Suco de limão não combate mau hálito, é mito

Ao contrário do que se pensa, o suco de limão não ajuda a prevenir o mau hálito e, na verdade, a ingestão frequente dessa bebida pode até mesmo ser prejudicial à saúde dos seus dentes, segundo Maurício. “É certo que o pH necessário ao desenvolvimento do mau hálito é básico, e que teoricamente o suco de limão, por ser ácido, poderia criar um ambiente que não fosse favorável às bactérias que provocam o mau hálito, mas isso não ocorre na prática”, afirma o especialista. Portanto, por se tratar de uma substância ácida, o suco de limão em excesso pode atacar o esmalte dos dentes, provocando a desmineralização deles.

Bebidas que ajudam a refrescar o hálito

Apesar de terem o poder de combater o mau hálito, o especialista indica 4 bebidas que podem a ajudar a tornar o hálito mais refrescante:
- Água com folhas de hortelã
- Chá gelado de hortelã
- Chá gelado de erva cidreira
- Chá gelado de erva doce

Saiba como prevenir e tratar o mau hálito

Para que o mau hálito fique bem longe, Maurício fala que dois fatores são importantes na hora da alimentação: “Evitar o jejum prolongado, se alimentando a cada 3 ou 4 horas, e tomar cuidado com o excesso de alimentos que alteram o odor do hálito, como o alho e a cebola, crus, refogados ou fritos e alimentos com alto teor de proteína e gordura animal (salame, mortadela, linguiça, etc.).” Já o tratamento deve ser realizado de acordo com as causas diagnosticadas por um profissional qualificado, mas normalmente o foco é a rotina de higiene.

Higiene bucal é aliada no processo

Os cuidados com a higiene bucal são primordiais para um hálito agradável, e a combinação da técnica correta com os produtos adequados é a principal forma de combater a halitose. “Para saber se sua língua está limpa, coloque-a o máximo pra fora e verifique se ela possui uma camada branca ou amarelada em seu fundo”, orienta. Se tiver, significa que a limpeza não foi bem-feita ou o método utilizado não é eficiente. Além disso, o especialista também indica que, para saber se há ou não a presença de problemas gengivais, é preciso observar se há sangramento no local. Em caso positivo, o ideal é procurar um especialista em periodontia.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Maurício Duarte da Conceição - Pós-graduado em Halitose e Especialista em Dentística Restauradora e Halitose
CRO-SP: 34.205