Ao sorrir, a sua gengiva aparece mais do que você gostaria? Esse quadro, chamado de sorriso gengival, é bastante comum. De acordo com o odontólogo e especialista em estética Vinícius Barçal, esse desequilíbrio estético acontece entre a quantidade de gengiva e o tamanho dos dentes, fazendo com que o paciente tenha uma exposição maior da gengiva ao sorrir. “Pacientes que ao sorrir expõe mais que 3 milímetros de gengiva podem já ser incluídas no grupo de indivíduos que apresentam essa desordem estética”, esclarece ele. Mas, além de vir acompanhado de um incômodo estético, será que esse desequilíbrio pode comprometer a saúde bucal de alguma forma? Confira o que o especialista tem a dizer sobre essa questão!

As causas para o sorriso gengival

Segundo Vinícius, as principais causas do sorriso gengival são genéticas e podem estar relacionadas a fatores musculares, como a hiperatividade do músculo que levanta o lábio superior e depressor do lábio inferior, além de fatores esqueléticos e gengivais, como o crescimento dos ossos maxilares e a erupção passiva alterada, chamada de ERA. “Outros fatores também podem estar envolvidos, como a hipertrofia gengival associada ao uso de aparelho ortodôntico, processos inflamatórios e o uso de medicações anti epilépticas, imunossupressoras e bloqueadoras de canais de cálcio”, indica.

Sorriso gengival pode agravar inflamações

O problema de desarmonia estética é bastante óbvio, e normalmente é o que mais aflige o paciente, mas não é a única consequência que o sorriso gengival pode causar. De acordo com o profissional, alguns problemas de saúde podem ser agravados por esse quadro, já que o ressecamento da gengiva torna o local mais propenso a outras desordens, como a inflamação da gengiva, conhecida como gengivite. Com a formação da gengivite, é preciso estar muito atento a doença e tomando todos os cuidados para que ela não evolua para uma periodontite.

Tratamento pode ser cirúrgico ou não

São diversas as formas de tratamento para corrigir esse problema, desde procedimentos simples e menos invasivos até cirurgias que demandam maiores cuidados no pós-operatório. O especialista explica um pouco sobre cada um desses tratamentos:
• Toxina Botulínica (Botox): diminui a atividade do músculo e reposiciona o lábio. O tratamento não é definitivo e o paciente deve reaplicar a toxina periodicamente com um especialista
• Gengivoplastia: corrige apenas questões estéticas, como o contorno e o tamanho dos dentes, removendo uma faixa de gengiva. Casos como ERA são indicados para este tratamento.
• Gengivectomia: indicada para casos de hipertrofia gengival e pode envolver a remoção de uma faixa de gengiva ou ser associada a remoção óssea também
• Cirurgia ortognática: visa reposicionar os maxilares em relação a base do crânio, visando proporcionar uma estética do sorriso melhor e um correto encaixe da mordida
• Cirurgia de reposicionamento labial: remove uma faixa de mucosa acima da gengiva, encurtando o revestimento interno dos lábios. Dessa forma, o lábio se aproxima da gengiva e dos dentes.