Sisos inclusos podem propiciar o surgimento de cistos? A chegada do dente siso sempre gera muitas dúvidas na cabeça dos jovens. Às vezes o dente chega, mas permanece escondido. Mas como assim? São os chamados sisos inclusos que não apareceram na cavidade bucal e ainda estão escondidos pelo tecido ósseo. A decisão de extrair ou não cabe ao dentista, após avaliar sua situação. Se o dente oferecer riscos a extração será indicada. 

Sisos inclusos podem provocar cistos?

Segundo o cirurgião-dentista Max Ferreira, existe uma pequena porcentagem de casos que ligam sisos inclusos a formação de cistos, tornando esse número pouco significativo. No entanto, a possibilidade existe e todos os casos devem ser acompanhados por um profissional. "Estudos dizem que após os 30 ou 40 anos, o risco de formação de cistos pelos sisos inclusos diminui bastante", esclarece.

Extrair é a melhor escolha?

A extração nem sempre é a alternativa certa. "Muitas vezes o acompanhamento com exames por imagem de rotina são suficientes", diz o cirurgião. É preciso considerar sempre o risco para o desenvolvimento de cistos e tumores, além do prejuízo que esses dentes podem causar aos dentes vizinhos. Mas o paciente não precisa se preocupar com esta situação desde que tenha um acompanhamento profissional. "Caso as imagens não apresentem alterações e não haja risco aos dentes vizinhos, a cirurgia pode ser desnecessária". Lembre-se que sempre existem outras opções.

Seu dentista vai recomendar a melhor solução

Se o dente vai ser extraído ou não, só o seu dentista poderá responder. Cada caso deve ser avaliado individualmente, pois depende de diversos fatores. "Os sisos inclusos podem causar o desalinhamento ou apinhamento dos outros dentes, dificultar tratamentos ortodônticos, além de comprometer a integridade dos segundos molares com reabsorções radiculares, por exemplo".

O segredo para o sucesso da extração do siso

Caso a melhor opção seja a extração do dente é importante ter total planejamento. Segundo o profissional, as extrações devem ser muito bem preparadas para evitar complicações. "As radiografias odontológicas e tomografias são boas opções para evitar lesão a estruturas nobres como vasos e nervos". Além disso, o paciente deve estar em boas condições de saúde e cuidados pré-operatórios. “Como medicações (analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos), higiene local, alimentação leve e repouso devem ser observados”, conclui.