Muitas vezes, por ainda não terem desenvolvido totalmente o controle dos músculos da região facial, os bebês têm salivação abundante. No entanto, se durante essa fase a salivação em excesso pode ser fofa e até engraçada, quando criança, pode se tornar algo problemático que atinge o convívio social. Trata-se da sialorréia, patologia responsável pelo aumento da produção de saliva pela boca. Quem comenta um pouco mais sobre o assunto é a odontopediatria especializada em odontologia estética, Mariana Frizzo. Confira!

O que é sialorréia e o que pode causar esse problema?

Algumas pessoas sofrem com um problema bem incômodo, que é a salivação excessiva. Chamado pela medicina de sialorréia, este quadro pode ser resultado de diversas questões de saúde, como irritações bucais, aftas e até mesmo próteses dentárias mal adaptadas à boca. Segundo Mariana, a sialorréia também pode ser chamada de hipersalivação. “Ela é a alta produção de saliva, que indica ter algo de errado com a deglutição, falta de controle dos músculos da face, garganta, boca e língua. Ela também pode ser ocasionada por problemas neurológicos como paralisia cerebral, AVC, Parkinson, entre outras”, explica a odontopediatra, ao ressaltar que: “A sialorréia é normal até os 4 ou 5 anos”.

A partir de que momento o excesso de saliva se torna um problema para a criança?

É importante que se entenda que além do problema social de estar sempre “babando”, a criança pode engasgar, ter dermatites e em casos mais graves, até fissuras na face. Além disso, Mariana esclarece que o excesso de saliva é um dos principais sintomas da sialorréia, pois a criança tem dificuldade de engolir a saliva, parecendo produzir mais do que o comum.

Quais as opções de tratamento para sialorréia?

A sialorréia pode ser curada com sucesso se a sua causa for tratada ou evitada. Em casos em que não é possível, ou que a pessoa tenha algum tipo de sialorréia contínuo e duradouro, podem ser usados tratamentos por meio de medicamentos, produtos homeopáticos, uso de radioterapia ou até cirurgia. “As opções de tratamento são: uso da toxina botulínica, adesivo transdérmico com escopolamina, cirurgia como o deslocamento bilateral do ducto submandibular, entre outros”, explica.

Mariana Almeida Frizzo - Especialista em Odontopediatria, cirurgia menor e Odontologia estética
Santana - SP
CRO: 120680