Você tem a sensação constante de que sua boca está seca, mesmo quando o dia não está tão quente e você não realizou tanto exercício físico? Pode ser que você esteja com a produção de saliva mais baixa do que o normal e não sabe disso, mas um auxílio profissional certamente pode ajudar e é bem provável que ele te encaminhe para um teste de sialometria. Para saber mais sobre do que se trata esse exame, o Sorrisologia conversou com o especialista em halitose Maurício Duarte.

O que é a sialometria?

De acordo com o especialista, a sialometria é um exame feito para medir a produção salivar, que dura em torno de 5 minutos e ajuda a verificar se tal produção está ou não dentro dos parâmetros normais. Ele normalmente é indicado quando há suspeita de algum problema no processo. “O exame pode ser feito em repouso (sem nenhum estímulo), sob estímulo mastigatório, utilizando um tubete de silicone para mascar, por exemplo, ou sob estímulo gustatório, usando o ácido cítrico e / ou ácido málico, para estimular a produção salivar”, explica.

Qual a relação entre a sialometria e a xerostomia?

A xerostomia também pode ser conhecida como a sensação de boca seca e pode estar relacionada à diversos fatores que afetam a cavidade oral. “A sialometria é feita para verificar se a queixa de boca seca dos pacientes é uma real diminuição na produção salivar, chamada hipossalivação, ou se é apenas uma sensação de boca seca, mas o fluxo salivar está dentro dos parâmetros normais”, esclarece o especialista. Logo, como nem sempre a xerostomia está ligada à hipossalivação, é através da sialometria que o médico poderá identificar se a baixa produção salivar é ou não a causa disso.

Saliva é uma das causas do mau hálito

Aquele cheirinho ruim que fica presente na boca mesmo após a escovação dos dentes pode acontecer por diferentes motivos. A baixa produção de saliva é um deles, e isso se deve a dois fatores, segundo Maurício: “Primeiro, por diminuir a ação de autolimpeza na boca e segundo, por aumentar o ressecamento bucal e a consequente descamação de células dos lábios e bochechas, que servirão de alimento para as bactérias responsáveis pela formação de maus odores ao degradarem essas células descamadas.” Com a baixa produção salivar, são formadas placas bacterianas nos dentes e na gengiva (placa dental), língua (saburra lingual) e amígdalas (cáseos amigdalianos), que são umas das principais causas do mau hálito.

Fatores que influenciam o fluxo salivar

• Alterações emocionais prolongadas, como o estresse crônico;
• Utilização de medicações que diminuem o fluxo salivar como efeito colateral;
• Baixa ingestão de líquidos;
• Doenças e em especial as autoimunes, que normalmente têm um componente genético;

Saiba como estimular a produção de saliva

Aumentar a ingestão de líquidos normalmente é a opção mais recomendada, mas também há outros meios de conseguir estimular a produção salivar - como pela mastigação ou pela gustação, por exemplo. A dica do especialista são os chicletes sem açúcar e o consumo de frutas ácidas como a maçã, gotas de limão ou abacaxi. “Outra opção são os produtos que desempenham essa função, como os Sialogogos mecânicos Halitus ou o Halitus Hidrat Gotas, desenvolvidos exatamente para essas funções.”

Para casos mais extremos, porém, o ideal é que o paciente recorra a um profissional qualificado no tratamento da boca seca, pois existem outras possibilidades de tratamento. A laserterapia de glândulas salivares e medicações que estimulam o aumento do fluxo salivar podem ser indicadas, assim como o TENS, tratamento baseado na eletroterapia.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Maurício Duarte da Conceição - Pós-graduado em Halitose e Especialista em Dentística Restauradora e Halitose
CRO-SP: 34.205