Quando chegamos à terceira idade, muita coisa muda no nosso corpo, e o mesmo ocorre com a nossa boca. Um problema que costuma ser comum nessa fase é a perda dentária, que pode ser consequência de diversos fatores. Ao perder alguns desses elementos, a dentadura costuma ser a alternativa escolhida para reverter essa situação. Mas apesar de ser a mais famosa, ela não é a única opção! Conheça outras alternativas, apresentadas pelo odontologista Augusto Pary.

A perda dentária é um problema que costuma atingir a terceira idade

A perda de um dente nesse momento pode ter muitas causas diferentes. Segundo o profissional, entre as principais estão a presença de cáries, doenças periodontais, problemas na gengiva, problemas oclusais e boca seca. Esse último caso ocorre pela diminuição da quantidade de saliva, que pode aparecer nessa fase como efeito colateral ao uso de certos medicamentos. “Essa perda também pode ser ocasionada pela diminuição na capacidade de higienização bucal, por uma falta de destreza manual”, acrescenta ele.

Manter as visitas regulares ao dentista é essencial nesse momento

Se as visitas ao dentista forem um hábito regular, qualquer eventual problema que surja poderá ser tratado ainda na fase inicial, prevenindo e evitando consequências mais graves como a perda de um elemento dentário. “Caso isso aconteça, o especialista irá orientar quanto ao melhor tratamento para diminuir os danos que a perda de um dente pode causar, principalmente na mastigação, estética e autoestima”, explica ele.

Além disso, temos que relembrar que na terceira idade é comum a diminuição da condição física, que pode afetar a habilidade de higienização bucal. O especialista pode auxiliar o paciente em relação a essas questões, indicando as melhores alternativas.

Conheça outras alternativas para restabelecer o sorriso nessa fase

Um ponto negativo da dentadura é que ela pode causar problemas bucais, afetar a capacidade mastigatória, e também proporcionar certo desconforto a algumas pessoas. Uma alternativa eficiente, segundo o odontologista, são os implantes dentários. “Além de melhorarem a estética e a função mastigatória, eles podem prevenir a perda de autoestima e combater o isolamento social”, afirma. No entanto, para ser indicado ao tratamento com implantes o paciente não deve ser fumante, precisa ter uma boa quantidade e qualidade óssea, além de não manter hábitos como roer as unhas, por exemplo. Atualmente já existem também outras opções no mercado, como os implantes superficiais, que não precisam de incisões cirúrgicas. “Existem ainda as próteses parciais, chamadas de pontes”, completa.

Por que o uso de dentadura é tão comum?

Segundo Augusto, a justificativa para o uso da dentadura ser tão comum está relacionada ao aspecto financeiro. “É um tratamento financeiramente mais viável em relação às outras tecnologias na odontologia”, explica. Além disso, a falta de um dente em pessoas idosas pode levar à perda da capacidade de mastigação. “Quando existe ausência de um dente, a pessoa acaba usando somente o lado da arcada que possui mais dentes e isso acaba forçando mais a musculatura de um lado, trazendo prejuízos”, diz ele. A digestão também fica prejudicada, como consequência. O uso da dentadura, portanto, tem como objetivo diminuir esses prejuízos, além de melhorar a estética e autoestima.

“É importante frisar que usando ou não a prótese dentária, é fundamental manter uma boa escovação todos os dias após as refeições”, alerta ele. Além de escovar os dentes, o uso de fio dental e enxaguante também deve fazer parte da rotina.