As preocupações com os filhos são diversas. Além de separar a roupa adequada ou ajudá-lo no dever de casa, a saúde bucal é também um importante item nessa lista. É importante fazer o acompanhamento, ensiná-lo a realizar a higiene bucal corretamente e manter as visitas regulares a odontopediatra. Entretanto, você tem percebido que um dente do pequeno está demorando demais para nascer. É possível que a criança tenha um quadro de anodontia. Entenda mais sobre esse caso e veja as explicações da odontopediatra Mariana Rangel para essa situação.

O que é anodontia?

A ausência congênita dos dentes também é conhecida como anodontia ou agenesia. Esse problema pode acontecer de maneira total ou parcial. “Sendo muito mais comum a ausência isolada de alguns dentes”, comenta a dentista. Os casos de total são mais raros, enquanto os parciais podem acontecer de maneira uni ou bilaterais. “A agenesia dentária constitui a anomalia de desenvolvimento mais comum da dentição humana, ocorrendo em aproximadamente 25% da população”, relata a profissional.

Como descobrir que a criança possui esse problema?

O acompanhamento de um especialista em odontopediatria é o indicado a ser feito, e deve acontecer desde a gestação do pequeno. Esse cuidado é importante em especial para a anodontia, pois possui uma origem genética. Assim, o profissional pode analisar o histórico familiar. “O exame radiográfico é essencial na detecção desse tipo de anomalia”, destaca Mariana. Além disso, é importante destacar que as maneiras de identificar e considerar um dente como “não formado” são através de um exame radiográfico ou quando o profissional não o identifica na arcada dentária do paciente.

Quais são as consequências da anodontia para a saúde bucal infantil?

Crianças com anodontia parcial podem apresentar problemas na oclusão, função e estética. Já nos quadros de total, se caracterizaram por serem mais complexos. “O impacto dentário e facial é grande e precisa de acompanhamento, pois altera a própria função mastigatória e a fala”, esclarece a profissional. Dessa maneira, há a possibilidade de próteses totais para uso até o final da fase de crescimento. “Logo que detectada a anodontia, o ideal é que o paciente seja avaliado por um especialista em Ortodontia para planejar o que será feito para readequar os dentes”, ressalta a dentista.

Conheça os tratamentos para a anodontia

Uma das principais etapas de tratamento é o planejamento individual, seguindo o problema de oclusão e análise da face. “Em alguns casos o(s) espaço(s) podem ser fechado(s) com ortodontia, ou pode(m) ser mantido(s) ou aberto(s) para futuramente ser reabilitado com implantes”, destaca Mariana. Há também as possibilidades de colocação de mini implantes durante a fase de crescimento. Após isso, o paciente pode ser submetido a um implante osseointegrado e ter uma reabilitação protética. E ainda, vale ressaltar que a anodontia não possui uma cura, já que o indivíduo nasce sem o germe do dente.