Você sabe diferenciar a restauração dentária feita com resina da de amálgama? Essa técnica é uma das opções disponíveis para tratar a cárie. Mas, algumas vezes, os procedimentos odontológicos podem deixar de lado o fator da estética. Esse já não é mais o caso da restauração! Para garantir a satisfação total do paciente, esse procedimento pode ser feito usando diferentes materiais, pensando no resultado final. Quer tratar a cárie sem comprometer seu sorriso? Veja as recomendações de uso e cuidados com as restauração de resina e amálgama explicados pelo cirurgião dentista José Augusto.

Para que serve a restauração dentária?

Em seus estágios iniciais, a cárie pode parecer inocente. Mas, se não tratada adequadamente, o paciente pode sofrer até mesmo uma perda dentária. É aqui que entra a restauração. “O dentista faz um procedimento para remover a parte deteriorada do dente e preenche essa área com materiais específicos, a fim de impedir a entrada de bactérias e a deterioração do dente”, explica o profissional. Assim, o dentista restaura o dente afetado com esse material, que pode ser de resina ou amálgama.

Restauração de amálgama ou resina: veja as diferenças

Você já deve ter reparado que algumas pessoas têm a parte superior do dente prateada, parecendo com a cor de metal. Normalmente isso acontece por conta da presença de uma restauração com amálgama. “As de amálgama são mais resistentes, no entanto, podem ficar mais visíveis porque são escuras”, comenta ele. Elas são indicadas quando o paciente precisa de restauração nos dentes posteriores, por ficarem mais escondidos e serem mais largos.

Já a restauração feita com resina costuma ser mais discreta. “As de resina têm a cor mais parecida com um dente natural, mas não são indicadas para regiões muito grandes”, completa. Esse modelo é mais usado nos dentes da frente, naturalmente mais visíveis, sem atrapalhar a estética do sorriso do paciente.

Os cuidados após uma restauração dentária

Sim! As duas demandam a atenção do paciente. Com a de amálgama, o principal problema é ao trincar ou ranger os dentes. Isso é bem comum em pacientes que têm bruxismo, podendo danificar a estrutura da restauração. “Elas podem durar até 12 anos se a pessoa tiver cuidado e fazer consultas de rotina no dentista”, comenta José Augusto. Por isso, uma outro detalhe é com o tempo de uso da estrutura.

Com a resina, os cuidados devem ser diários. É preciso que o paciente controle sua alimentação, evitando café, refrigerantes ou vinho. Essa bebidas têm uma pigmentação mais forte que o normal, podendo escurecer e causar manchas no material. Um outro detalhe é com a higienização, preferindo escovas de cerdas macias. “Deve-se evitar também bochechos com antissépticos à base de álcool, já que o álcool pode prejudicar a qualidade da resina”, alerta ele. Além do fator da estética, esses cuidados também são importantes fatores na hora de decidir qual material é o mais indicado para sua restauração. Para saber mais, não esqueça de consultar seu dentista de confiança, já que ele é o profissional mais familiarizado com o seu caso. ;)

Este artigo tem a contribuição do especialista:
José Augusto Araújo Lopes - Cirurgião dentista, Ortodontista e especialista em Dentística
Niterói - RJ
CRO 40.897