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03.08.2017

Quem tem herpes bucal precisa trocar de escova de dente com frequência?

O herpes é uma doença infecto-contagiosa. Por este motivo, quem possui o problema precisa dobrar seus cuidados com a higiene bucal. O especialista explica mais sobre o assunto
O herpes é uma doença infecto-contagiosa. Por este motivo, quem possui o problema precisa dobrar seus cuidados com a higiene bucal. O especialista explica mais sobre o assunto

Expert

Johnathan Marcondes

Johnathan Marcondes

CRO-PA: 4456

Cirurgião-Dentista formado pela Unioeste ( Universidade Estadual do Oeste do Paraná) em 2005- pós graduado em lentes de contato dental e facetas de porcelana. Aplicação de toxina botulina (Botox), preenchimento facial com ácido hialurônico, cirurgia de Bichectomia. Prótese - Odontologia Estética - Odontologia Digital. Membro da SBOE - Sociedade Brasileira de Odontologia Estética. Membro da IFED- International Federation Esthetic Dentistry Proprietário da Clínica Top Dente.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) indicou que cerca de 90% dos brasileiros possuem o vírus herpes. A doença é do tipo infecto-contagiosa causada pelo vírus Herpes hominis virus. Existe o tipo 1 e 2, sendo o primeiro tipo responsável pelos casos nos lábios. Sabemos que manter a cavidade oral sempre higienizada é essencial tanto para o combate quanto para tratamento de qualquer doença que afete essa região. Por este motivo, será que a escova de dente usada por uma pessoa com o vírus deve ser trocada com frequência para evitar recidivas? O dentista Johnathan Marcondes tira dúvidas sobre o assunto.

Como acontece a transmissão do vírus?

O herpes labial é uma infecção que ocorre devido ao vírus. A doença apresenta bolhas pequenas e doloridas em regiões como lábios, boca ou gengivas. “A infecção pelo herpes se dá através do contato direto com lesões infectadas pelo vírus”, explica o profissional. Normalmente, o primeiro contato com o vírus ocorre durante a infância. Uma das maneiras mais comuns de contágio é através dos pais, ou um parente próximo, que seja portador do vírus, esteja com lesões no lábio e tenha contato direto com a pele da criança.

O que acontece depois que a criança se contamina com o herpes?

Após o contato com o vírus, o indivíduo entra na fase de incubação, durando cerca de dez dias. Nesse período, a criança pode apresentar febre, mal-estar geral, perda de apetite e outras manifestações clínicas. Em seguida, podem vir a surgir as bolhas, que se rompem e formam úlceras. “Apesar da severidade da manifestação primária do herpes, apenas 1% dos pacientes que são infectados pelo vírus desenvolvem a doença clínica”, alerta o dentista. Ou seja, os outros 99% não apresentam os sintomas ou sinais, mesmo que infectados.

Os adultos apresentam a doença com mais frequência

O aparecimento de herpes labial é mais comum nos indivíduos já na fase adulta. Após o primeiro contato, havendo apresentado ou não os sintomas, o vírus do herpes fica “adormecido” no organismo. Dessa forma, somente na adolescência as manifestações clínicas voltam a surgir. Por isso, já adultos ocorre a reativação do vírus, normalmente relacionado à queda de imunidade, exposição ao sol, estresse, entre outros.

É importante trocar a escova de dentes

Por ser uma doença de alto nível contagioso, o herpes labial pode ser transmitido por contato direto ou pelos objetos que o indivíduo contaminado tenha usado, como batons e utensílios domésticos. Por isso, sempre após uma crise de herpes é recomendado que a escova de dentes seja trocada. “O vírus pode permanecer durante algum tempo nela e deve-se evitar deixar essa escova em contato com outras escovas de dentes, pois assim poderá contaminar outras pessoas”, explica Johnathan. A escova de dentes acaba se tornando um veículo para o vírus acessar a cavidade bucal, o que permite a transmissão da doença.

Como acontece o contágio do vírus?

O paciente que está com herpes labial apresenta lesões no local. Se houver o contato da escova de dente no machucado, ela se torna um objeto contaminado e propagador da doença. “Alguns estudos mostram a capacidade do vírus mostrar-se viável por até uma semana na escova de dente”, complementa o profissional. E também, fatores como temperatura, higiene e imunidade podem diminuir as chances de transmissão. O dentista ainda ressalta cuidados importantes durante a fase ativa do vírus, como, principalmente, evitar compartilhar objetos de uso pessoal, precisando ser higienizados e separados dos pertences dos demais.

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