Você foi informado da necessidade de realizar um tratamento de canal. Apesar de ter torcido o nariz com a notícia, você tem consciência de que sua saúde vem em primeiro lugar e, por este motivo, vai seguir a orientação do seu dentista. Esse tratamento é necessário para salvar o seu dente de uma lesão de cárie profunda. Para respirar aliviado, saiba que será aplicada uma anestesia para camuflar a dor e, em seguida, o profissional vai retirar todas as bactérias cariogênicas sem causar dores. No entanto, como ninguém gosta de passar horas na cadeira do dentista, sua maior dúvida é quanto tempo levará nesse processo todo. Para descobrir este e outros detalhes da terapia, conversamos com a endodontista Rafaella Souza.

Em quanto tempo é realizado um tratamento de canal?

Com os avanços na odontologia, as técnicas de tratamento estão se tornando cada vez mais simples para o dentista e, principalmente, para o paciente. Um exemplo disso, é a possibilidade de extrair mais de um siso no mesmo dia ou colocar um implante imediato em 72 horas. O procedimento de canal seguiu a mesma linhagem. No entanto, o tempo de duração de uma terapia endodôntica é variável, ou seja, vai depender de cada caso.

De acordo com a especialista, é possível realizar esse procedimento de muitas formas. “Alguns endodontistas optam pelo tratamento em múltiplas sessões, outros seguem a filosofia da sessão única, em que apenas em um dia toda terapia é realizada”, diz. Existem, ainda, profissionais que definem o melhor método após o diagnóstico do paciente e condição estabelecida.

O que é necessário saber antes do canal?

Antes de dar início ao tratamento, o dentista deve considerar alguns fatores adquiridos na anamnese. Um deles é o histórico médico e odontológico do paciente. Caso a pessoa tenha alguma doença cardíaca, seja diabética, hipertensa ou esteja passando por algum tratamento específico, é importante consultar o médico responsável para liberar a realização do canal. “Após a execução de todos os cuidados com a saúde sistêmica do paciente, o tratamento endodôntico deverá ser realizado de forma mais cuidadosa”, explica Rafella. É necessário respeitar o uso da anestesia e todo protocolo de higiene para não causar nenhuma contaminação que possa agravar ainda mais o problema.

Próximos passos depois do tratamento

O canal foi concluído com sucesso. Agora, o endodontista deve explicar ao paciente se existe alguma pendência. Se ele deixou algum material provisório no dente, por exemplo, será necessária uma restauração definitiva o mais rápido possível para evitar a recontaminação do canal. Um outro cuidado a ser considerado são os exames radiográficos, que precisam ser feitos anualmente para o acompanhamento do caso.

Se houver algum desconforto, sensibilidade recorrente, dor, surgimento ou ressurgimento de fístula, o paciente deve consultar imediatamente o especialista. “Qualquer sinal ou sintoma deve ser reavaliado e, quando necessário, fazer um retratamento instituído, a fim de evitar instalação e alastramento de complicações”, atenta. Agora, se seu dente tratado apresentar alguma alteração de cor com o passar do tempo, um clareamento dental será necessário para recuperar a tonalidade desejada.