Você já sofreu um trauma na face? A situação é sempre bem desesperadora quanto aos riscos, à gravidade, as consequências. Independente de como eles tenham sido causados, muitas vezes, esse transtorno pode desencadear complicações para diversas atividades básicas como a respiração e a mastigação, incluindo a saúde bucal, no caso de um dente fraturado, por exemplo. Conversamos com o dentista Augusto Pary para entender se há necessidade de cirurgia para casos como esse e como são feitos esses procedimentos.

Problemas que um trauma na face pode trazer para a saúde bucal

Quando o paciente sofre um trauma em sua face, diversas podem ser as consequências. Por mais que muitas vezes não ocorram diretamente na cavidade bucal, esses traumas nas mandíbulas podem desencadear mais complicações. “Esse trauma pode resultar em deformidade facial, assimetria facial, problemas respiratórios, dormência nos lábios, dor e dificuldades mastigatórias”, comenta Augusto. Além disso a dificuldade no momento de morder diversos tipos de alimentos pode levar à desnutrição e alteração no encaixe entre as arcadas, a maloclusão dentária.

No caso de trauma na face, quando é preciso passar por uma cirurgia?

Se o trauma da face resultar em algum tipo de prejuízo para esse paciente, seja ele na função respiratória ou mastigatória, ele precisará ser submetido ao procedimento cirúrgico. O profissional ainda adverte que existe uma terceira situação em que a cirurgia precisa ser realizada: “Ele deve fazer a cirurgia caso sofra alguma alteração na sua estética facial” completa.

Cuidados prévios para a cirurgia

A cirurgia do trauma de face é feita de forma eletiva. Isto é, normalmente ela não apresenta risco de vida. Quando o paciente em questão chega à emergência, apenas o sangramento é controlado e as feridas são fechadas para se evitar possíveis cicatrizes e infecções. Só após feito diversos tipos de exames de imagens que as fraturas ósseas normalmente são tratadas.

O profissional explica quais os exames que devem ser feitos e de que forma eles ajudam no processo de tratamento. “A tomografia computadorizada permitirá que o cirurgião planeje com muito cuidado todo o procedimento, após isso, as fraturas são tratadas com o máximo de cuidado para que não persista nenhum problema estético ou funcional”, comenta Augusto. Em alguns casos, após a cirurgia, pode ser necessária fisioterapia pós-operatória, para que o inchaço desapareça e para que a abertura de boca e a expressão facial voltem ao normal.

Contudo, nem sempre a cirurgia é a única solução. Quando o trauma não resulta em nenhum prejuízo funcional ou estético, esse procedimento não precisa ser feito. “O procedimento também não é indicado quando o paciente apresenta problemas graves de saúde, que não possibilitem que ele passe por uma cirurgia”, finaliza Augusto.