Você sabe em quais casos a extração de um dente é necessária? Existem cenários que nem mesmo um siso precisa ser extraído e que o molar pode conviver com os outros elementos sem causar nenhum problema. Entretanto, há situações em que um dente não pode ser salvo e que precisa deixar a arcada para não prejudicar a sua saúde bucal. Para esclarecer melhor esse assunto e evitar que uma perda dentária aconteça, convidamos a dentista Caroline Pessoa que vai mostrar situações em que o dente não pode ficar.

8 situações em que o dente precisa ser extraído

1) Cáries muito extensas: principalmente quando envolve a raiz do dente.
2) Necrose pulpar: quando o tratamento de canal não consegue acalmar a infecção.
3) Doença periodontal avançada: quando o dente não tem mais suporte ósseo ou apresente uma mobilidade severa.
4) Necessidades ortodônticas: nos casos em que não há espaço suficiente na arcada para alinhar e nivelar os dentes. 
5) Fraturas dentárias: principalmente quando atingem as raízes. 
6) Dentes envolvidos em traços de fratura óssea na mandíbula ou no maxilar: Nesses casos, para que haja a consolidação da fratura, é necessária a extração do dente que está no caminho da lesão.
7) Pacientes que farão radioterapia na boca e que tenha o envolvimento dentário: a radioterapia promove o amolecimento dos dentes e se fizer a extração durante o tratamento radioterápico, pode evoluir para uma infecção, impedindo assim, a cicatrização normal.
8) Dentes supranumerários: podem gerar reabsorção radicular dos dentes que estão na arcada. Os dentes supranumerários, como o próprio nome já diz, são dentes que, por algum motivo, o organismo formou "a mais", e isso pode gerar alterações na arcada dentária. 

Mas lembre-se: a extração não é a única opção

É importante ressaltar que a extração não é a única opção. A retirada de um dente é um assunto bem delicado. Por isso, ele deve ser visto como a última alternativa para resolver qualquer problema bucal. “Tirando os sisos, que nascem tardiamente e costumam causar incômodo ao paciente e não apresentam uma função mastigatória importante, os outros dentes da arcada não devem tratar a extração como primeira escolha de tratamento”, explica.

Tanto o dentista, quanto o paciente possuem papéis importantes neste momento. Do profissional, é garantir anamnese e diagnóstico corretos. E do paciente, é procurar esse especialista o quanto antes para não deixar o problema se agravar. Assim fica mais fácil descobrir a possibilidade de outras terapias menos invasivas e manter a saúde e bem-estar de toda cavidade oral.