A gengivite é um problema bem chato que acomete a gengiva, causado pelo acúmulo de placa bacteriana. Uma das principais formas de prevenção é a correta higiene bucal feita todos os dias, em especial após as principais refeições. E claro, sem se esquecer do uso de fio dental. Existe um grupo de pacientes, no entanto, que corre o risco da doença, pois, em geral, dependem de outras pessoas para a correta higiene.

As crianças dependem de seus pais para entender o valor da saúde bucal e aprender como fazê-la, mesmo ainda nos dentes de leite, que é onde muitos pais erram ao achar que o cuidado não é tão importante, já que os dentes vão naturalmente cair com o tempo. Veja as explicações da dentista Fabíola Chaves Fernandes sobre essas questões.

A gengivite pode acontecer na infância?

Assim como destaca a profissional, o aparecimento da gengivite é causado pela higiene oral deficiente. “Geralmente pensam que, por serem bem separados, os dentes decíduos não precisam passar fio dental”, comenta ela. Dessa maneira, é possível compreender que o quadro também pode acontecer em crianças. Além disso, outra doença bucal comum nessa fase é a gengivite estomatite herpética.

A odontologista explica que esse caso não é causado por bactérias, como acontece com a gengivite comum, mas sim pelo vírus do herpes. Ela é provocada pelo primeiro contato do organismo do pequeno com o vírus, e não pela falta de limpeza bucal “Causa febre, dor, desconforto ao engolir e lesões tipo afta na cavidade oral e esôfago”, explica.

Saiba quais são os riscos da gengivite na infância

A gengivite é um quadro que apresenta diversos sintomas, como sangramento e inchaço das gengivas. Assim como outros problemas, deve ser logo tratado. Quando o quadro acomete as crianças é preciso ficar alerta, pois, segundo a dentista, pode comprometer a dentição permanente. Isto porque, as bactérias na boca podem dar origem a um abscesso dental. Como é ressaltado por Fabíola, esse quadro é capaz de prejudicar os dentes permanentes em formação nessa fase da vida.

A gengivite na infância pode significar problemas futuros?

De acordo com a especialista, nem sempre a gengivite na infância significa problemas futuros. “O problema são os hábitos adquiridos, ou melhor, os não adquiridos: passar fio, escovar dentes, ir ao dentista, permitir que o responsável faça a higiene até os 6 anos, pois não tem controle motor suficiente para tal, e ter um responsável supervisionando a higiene até os 9 anos”, orienta ela. Outro cuidado é conhecer o colégio do pequeno, caso ele fique no integral, para saber sobre sua higiene bucal no ambiente e se há algum dentista que orienta o corpo pedagógico.

Conheça os cuidados e indicações para prevenir a gengivite

A primeira orientação é levar a criança desde cedo às consultas. “Mesmo sem dente, o dentista orienta a higiene após as mamadas, quais produtos, pastas e escovas indicadas a cada faixa etária, higiene oral da gestante, que evita parto prematuro, que cria hábitos saudáveis”, comenta Fabíola. Vale destacar sobre os riscos da falta de higiene na gravidez, podendo dar origem a um quadro de gengivite. Por isso, não deixe de ter um acompanhamento pré-natal com o dentista.

Outra dica é explicar para o pequeno, para que ele entenda a importância do cuidado com a limpeza bucal. É preciso o envolvimento e comprometimento da família, seguindo os hábitos ideais e repassá-los. E ainda, prestar atenção na nutrição. “ Evitar lanches prontos, biscoitos recheados, balas, chocolates”, destaca a profissional.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Fabíola Chaves Fernandes - Especialista em Periodontia e Odontogeriatria
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ: 20417