O tratamento de canal sempre foi um dos procedimentos odontológicos mais temidos pelos pacientes. Apesar de não ter motivos para esse medo, muitas pessoas acabam deixando de realizá-lo. Há casos também daquelas pessoas que precisam do tratamento endodôntico em algum dente, porém não sabem, já que não visitam com regularidade um dentista. Independente da causa, deixar de realizar esse tratamento pode ter consequências graves. A endodontista Elvia de Almeida explica esses riscos. 

A necessidade de fazer um tratamento endodôntico

Um tratamento de canal é necessário quando a polpa do dente e os tecidos perirradiculares estão com alguma inflamação ou infecção. A polpa dentária é o tecido mole que contém nervos, vasos sanguíneos e tecido conjuntivo. O objetivo do tratamento de canal é remover o tecido pulpar inflamado ou necrosado. Além disto, o procedimento é feito em fases. "O tratamento endodôntico é composto pelas fases de abertura coronária, preparo químico-mecânico e obturação do sistema de canais radiculares", explica a especialista.

Se não realizar o tratamento de canal, o que acontece?

Abrir mão desse cuidado pode trazer consequências bem ruins, tornando o problema ainda maior. Se os sintomas forem de dor, o quadro tende a se agravar e a intensidade da dor aumentar com o tempo. "Já nos casos em que há infecção, a infecção do canal radicular pode se estender até a região periapical, originando as patologias perirradiculares". Outros sintomas podem aparecer, como apatia, febre e até doenças mais graves como Angina de Ludwig - infecção bacteriana aguda da boca e da garganta, produzindo um inchaço que pode bloquear as vias respiratórias.

Muitas pessoas ainda têm medo do procedimento

Os principais motivos que levam um paciente a não realizar o tratamento de canal ainda são o medo de sentir dor e de perder o dente. "Pensamento que não é correto. Após a execução do tratamento endodôntico, o elemento dentário deve ser restaurado direta ou indiretamente, ou seja, com resina composta ou coroas protéticas, respectivamente", explica. Já a questão da dor, segundo Elvia, é resolvida com sais anestésicos de boa qualidade junto com a anestesia correta.