Para quem acompanha o Sorrisologia, já viu muito por aqui a sigla DTM. Ela indica um problema nas articulações e nos músculos da região bucal e, se não for tratado de forma correta por um profissional da área, pode acabar desencadeando diversos sintomas secundários. Mas será que os problemas de DTM são tão severos que podem prejudicar até mesmo a audição do paciente? A dentista Rhianna Barreto pode explicar mais sobre esse problema.

O que é DTM?

O termo Disfunção Temporomandibular, a conhecida DTM, é utilizado para englobar alguns problemas clínicos que incluem os principais músculos da mastigação, articulação temporomandibular, a ATM, e as estruturas que estão associadas com esses movimentos. “Geralmente, esse problema compreende a maioria dos diagnósticos responsáveis pela dor orofacial crônica, que são recorrentes e estão associadas aos impactos nas atividade funcionais que fazemos com os dentes”, explica a dentista.

Quais consequências a DTM pode trazer para a saúde bucal?

São diversas as consequências que podem envolver o problema de DTM, porém, entre elas, a que mais se destaca é a dor muscular mastigatória. “ Os sintomas são caracterizados pela dor, hipersensibilidade, fadiga e rigidez muscular dos músculos da face, além disso, o indivíduo também pode ter algumas alterações na ATM”, explica a dentista.

Essas alterações na ATM possuem alguns sintomas que podem resultar em dores no ouvido, zumbido, limitação na abertura bucal, desvio ou deflexão mandibular e má oclusão. Como as consequências em relação a esse problema são diversas, é importante que o indivíduo em questão tenha sempre um acompanhamento de um profissional especializado.

Problemas de audição podem ter relação com DTM? De que maneira?

Sim. Existe uma relação estreita entre os sintomas otológicos com os problemas que estão ligados à DTM. A dentista explica que podem existir alguns tipos de sintomas. Os específicos, que são comuns para todos os pacientes e os não específicos. “Entre os sintomas não específicos, podem ser citados aqueles que estão normalmente associados a problemas do ouvido, que não apresentam causa otológica e são caracterizados por zumbidos, tonturas, vertigens e perda gradual de audição”, explica Rhianna.

O que pode ser feito nestes casos?

Primeiramente, o dentista deve descartar se os problemas relacionados à audição não possuem causas otológicas de origem sistêmica, ou seja, que esse problema não esteja relacionados à DTM. “ Nesse momento, o profissional responsável pelo tratamento precisa avaliar o quadro em questão. É importante ressaltar que estudos recentes comprovam que se o paciente tiver algum problema de DTM, tratá-la com sessões de fisioterapia e exercícios musculares podem fazer os problemas auditivos diminuírem”, finaliza a dentista. No final, o profissional em questão irá decidir qual a melhor forma de iniciar o tratamento e se será necessário um acompanhamento otológico.