Os dentes sisos são os últimos a nascerem, já quando o paciente está no final da adolescência. Geralmente, esses últimos permanentes não encontram espaço na arcada dentária e, por isso, precisam ser extraídos. Muitos cuidados permeiam esse procedimento e é preciso ficar atento ao seu histórico de saúde para momentos como esse. O Sorrisologia conversou com o dentista Luciano Frenzel Schuch para entender se pessoas com problemas de coagulação podem ter riscos na extração

O que pode prejudicar a cirurgia de siso?

Assim como para todos os outros tipos de cirurgias dentárias, alguns fatores podem prejudicar a extração do siso. O profissional destacou alguns quadros que atrapalham esse procedimento: “Lesões em estruturas ósseas, como o deslocamento do dente para dentro do seio maxilar; lesões de nervos adjacentes; lesões de tecido mole; lesão a dente adjacente; hemorragia”. Além disso, é importante destacar que alguns pacientes são contraindicados a realizar a extração desse último dente permanente, como por exemplo os com idade avançada e com doenças sistêmicas associadas.

Pacientes com problemas na coagulação podem ter problemas no procedimento?

Dentes sisos já são conhecidos por serem dentes não muito fáceis de lidar e, para pessoas com problema de coagulação, então, a atenção redobrada. “O excesso de sangramento dificulta a visualização de campo e prejudica o paciente, impossibilitando a correta cicatrização”, explica o dentista. Pensando nisso, algumas situações precisam ser rapidamente contornadas, como no caso de uma hemorragia deve ser feito uma hemostasia, que previne, detém ou impede o sangramento. Além disso, vai depender de qual tipo de caso está acontecendo, podendo ser uma hemorragia arterial ou venosa, para que o cirurgião encaminhe a melhor solução.

Como é possível ajudar na coagulação?

Para iniciar o procedimento, é necessário um planejamento cirúrgico. “Se ocorrer sangramento excessivo após qualquer procedimento, devem ser usadas medidas locais, como suturas adicionais e esponjas hemostáticas”, orienta Luciano. Além disso, deve-se manter o cuidado com outros questões, como a remoção de fragmentos ósseos e a manipulação cuidadosa de tecidos moles. “Em todos os pacientes com distúrbios hemorrágicos, devem ser evitados a aspirina, os medicamentos contendo aspirina e os anti-inflamatórios não-esteroides”, indica ele.

Para completar, previamente ao procedimento, o paciente deve ser submetido a exames de rotina. Assim, possíveis distúrbios hemorrágicos, que possam prejudicar a operação, podem ser identificados. Enquanto isso, casos de dados clínicos ou históricos que tragam suspeita de sangramento devem passar por uma avaliação laboratorial.