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28.03.2017

Posso ter herpes bucal sem nunca ter manifestado a doença?

Expert

Sueli Carneiro

Sueli Carneiro

CREMERJ: 23328-0

Professora Associada da FCM-UERJ. Docente dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Médicas, UERJ e em Medicina (Clínica Médica e Anatomia Patológica), UFRJ. Coordenadora do Curso de Especialização e Preceptora da Residencia em Dermatologia, HUPE-UERJ. Reumatologista e Dermatologista do HUCFF-UFRJ. Pós-doutorado e livre-docente pela USP. Membro Titular da Academia Brasileira de Reumatologia.

Você já ouviu falar do problema e também soube que ele atinge a maioria da população, geralmente, com o primeiro contato ainda durante a infância. Por um momento você se sente sortudo, afinal, nunca houve qualquer manifestação do herpes labial na região bucal. Mas isso nem sempre significa estar livre de preocupações. Será possível que alguém tenha a doença mesmo que ela não tenha dado sinais? A dermatologista Sueli Carneiro explica como se dá a infecção e como os sintomas se apresentam.

Herpes: um vírus escondido

Ele ainda pode ser encarado com pavor e receio por algumas pessoas, mas pode acreditar, o herpes é mais comum do que se imagina. Por isso, não se espante se notar tais feridinhas surgindo no canto da boca. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 67% da população com menos de 50 anos estão infectadas. Acontece que uma vez contraído o vírus, este permanece no organismo em sua forma latente nos gânglios nervosos, como se estivesse dormindo e, para despertá-lo, basta estar diante de situações como estresse, baixa imunidade e exposição solar excessiva.

Se nunca tive as feridas, significa que não tenho herpes?

Não ter feridinhas surgindo na boca não é garantia de estar livre do problema. A profissional garante que é possível que a primo-infecção seja inaparente, ou seja, a pessoa contraiu o vírus e não apresentou os sintomas, entretanto, ela acrescenta que o herpes labial pode se manifestar de outras formas. “Febre e prostração, com quadros de gengivite ou infecção respiratória alta (rinite, faringite, amigdalite). Após esta infecção pode surgir imunidade duradoura ou surtos recorrentes que acontecem em apenas 10% das pessoas”, explica Sueli.

Como descobrir o problema?

A infecção inaparente, de acordo com a dermatologista, pode ser detectada com a pesquisa de anticorpos. “Já na infecção estabelecida, o diagnóstico é feito pelo exame clínico (pequenas bolhas ou vesículas brilhantes agrupadas em torno da boca) ou por exame citológico do conteúdo da vesícula”, diz. Para quem não tem certeza sobre ser um portador do vírus, a dica é recorrer ao profissional para exames e esclarecimentos de dúvidas. Na consulta ainda é possível receber dicas de como lidar com as crises, conforme algumas citadas pela especialista. "Higienizar a região com água, sabão e antissépticos locais, e medicamentos antivirais pela boca por 5 a 7 dias”, finaliza.

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