Você já colocou sua língua para fora essa semana? Se ainda não, talvez esteja na hora de parar em frente ao espelho e realizar o autoexame bucal. A prática é feita exatamente como o nome sugere: o paciente examina toda a sua boca para procurar qualquer sinal de doenças. Mas como fazer isso? O autoexame bucal deve ser feito regularmente seguindo as instruções dadas pelos especialistas para garantir que todas as estruturas orais sejam devidamente observadas. É comum, no entanto, acabar se perdendo e confundir alterações normais com problemas sérios. Pensando nisso, pedimos à especialista Sofia Cabaleiro que nos desse mais detalhes sobre essa prática e por que ela é tão importante.

Como o autoexame bucal deve ser feito?

“A realização desse autoexame é simples e consiste numa inspeção visual em frente ao espelho, identificando alterações clínicas nos tecidos moles, como bochecha, língua, gengiva, lábios, assoalho bucal (embaixo da língua) e céu da boca e também nos dentes”, explica a especialista. Se você ainda não tem o hábito, procure inserir esse pequeno costume no seu dia a dia. Já que o autoexame deve ser feito uma vez por mês, temos duas dicas para você: marque na sua agenda um dia específico para fazer isso e lembre-se da sigla BLLAP (bochecha, lábio, língua, assoalho e palato), essas letrinhas vão te lembrar todas as estruturas orais que você deve analisar e observar com calma.

Identifique doenças antecipadamente com o autoexame bucal

O autoexame bucal é muito importante por conta de sua frequência. Se você já lê o Sorrisologia, sabe que o ideal é que o paciente procure ir ao dentista a cada 6 meses. Quando acontece a consulta, o profissional faz essa mesma inspeção, mas, com o olhar de um especialista, a análise é muito mais clínica e certeira. Apesar disso, pode acontecer de um problema bucal aparecer nesse meio tempo, entre uma consulta e outra. Por isso, o autoexame bucal vai te alarmar para marcar uma consulta com esse profissional, mesmo que os 6 meses ainda não tenham sido completos.

Muitas doenças aparecem inocentemente como lesões e úlceras e a garantia de um tratamento bem sucedido é o diagnóstico feito ainda nos estágios iniciais dessa complicação. Assim, quando estiver de frente ao espelho, você deve procurar por alguns sinais específicos. “Lesões persistentes, aftas que duram mais de 10 dias, alteração de cor, alteração de volume, inchaços, surgimento de ‘bolinhas’ ou caroços”, indica a especialista. Com uma pequena busca por esses sintomas, é possível identificar aftas, cárie, tártaro e até mesmo o câncer. Se você encontrar qualquer um desses sintomas, não deixe o compromisso de marcar a consulta de lado e procure já um acompanhamento de um especialista.

Quais pacientes precisam fazer o autoexame bucal?

Todos! Até mesmo aquele que segue todas as recomendações de higiene bucal dadas pelo profissional. Mas alguns pacientes devem realizar um autoexame bucal ainda mais crítico do que o comum. “Deve-se ter mais atenção o grupo com mais de 40 anos, especialmente os fumantes, os que consomem bebida alcoólica com frequência e os que trabalham expostos ao sol”, explica. Especificamente, pacientes que fumam devem ter esse cuidado regular por conta do câncer de boca. “O cigarro tem uma série de substâncias tóxicas que favorecem o surgimento de câncer, portanto, fumantes de longa data devem ter atenção mais que redobrada”, finaliza.

Este artigo tem a contribuição do especialista: ID NO PUBLICADOR 188
Sofia Cabaleiro - Endodontista
Belo Horizonte, MG
CRO-MG: 34919