Você sofre constantemente com problemas na gengiva e, por acaso, um parente bem próximo também. A coincidência pode levar a algumas suspeitas, mas quando se trata da periodontite, tenha cautela antes de culpar sua herança genética. Se o assunto é saúde bucal, a informação é o melhor caminho para fugir de suposições erradas. Conversamos com o dentista Ariovaldo Stefani sobre o assunto para esclarecer esse mito de uma vez por todas.

A predisposição não é hereditária

Ao contrário do que se pensa, a doença periodontal não é passada de geração para geração. A culpada pelo seu aparecimento, na verdade, sempre será a placa bacteriana. Ainda assim, algumas condições podem agravar o problema e tornar o paciente mais propenso a esse quadro. “Quanto maior o número de fatores de risco, como fumo, diabetes e doenças relacionadas ao sistema imunológico, maior o risco de desenvolver essa doença”, explica o especialista.

Ainda assim, fique de olho

Mesmo que a origem genética não seja uma possibilidade, casos específicos devem ser observados. O dentista alerta que na periodontite agressiva, que afeta pacientes mais jovens e de forma intensa, pode existir um maior número de casos entre familiares. Nessas situações, deve ser feito um monitoramento mais de perto com todos os envolvidos. “Isto acontece devido uma série de fatores, entre eles, deficiência no sistema imunológico e presença de tipos específicos de bactérias que são mais agressivas ao periodonto”.

Como lidar com a tendência natural para o problema?

Alterações hormonais, dietas específicas e outros fatores podem influenciar diretamente no surgimento de problemas periodontais. O primeiro passo para descobrir o que faz essa condição ser recorrente é procurar o especialista e investigar o que os seus hábitos dizem sobre a sua saúde bucal. Feito isso, Ariovaldo explica que a prevenção é feita com a utilização de produtos e técnicas de higienização personalizada, além, é claro, da colaboração do paciente.