O que você tanto temia, aconteceu. Seu sorriso está ficando amarelado e não dá mais para esconder. Mas como, se a higiene bucal é algo frequente na sua rotina? A questão pode estar ligada a outros fatores, como a alimentação ou a erosão dentária. Caracterizada pela perda do esmalte, camada branca e externa do dente, que deixa a dentina, parte amarelada e interna, exposta. Para entender melhor os sinais dessa complicação e tratá-la o quanto antes, convidamos a periodontista Fabíola Nascimento.

Como saber se estou com erosão dentária?

O primeiro sinal é o próprio desgaste do esmalte que o paciente pode identificar através da estética do dente e, muitas vezes, pelo desconforto da sensibilidade. “A erosão geralmente é associada à diversas desordens alimentares, como a bulimia, anorexia e alterações sistêmicas, como refluxo gástrico e a doença renal crônica”. Essas são as causas intrínsecas do problema. Fatores, como a radioterapia e a síndrome de Sjögren (distúrbio que causa ressecamento nos olhos e na boca) também estão ligados à erosão. O consumo excessivo de bebidas e alimentos acídicos, que são os motivos extrínsecos, também refletem nessa patologia.

É um problema irreversível

A erosão é um problema complexo e seus danos são irreversíveis. Quando ocorre o desgaste do esmalte, chamado de tecido duro, não é possível recuperar essa camada. Ela também é uma complicação que não tem fases, como a gengivite, mas possui padrões de localização que ajudam a identificar o motivo da doença. “No caso de bulimia, por exemplo, apresenta-se um grande desgaste na região palatina, parte traseira dos dentes superiores”.

O melhor momento para procurar ajuda é agora

Não espere sentir os primeiros sintomas para procurar ajuda. É importante que o paciente visite seu dentista regularmente para evitar ou tratar dessa doença o quanto antes. A terapia é feita por uma equipe multidisciplinar: o dentista com o apoio de profissionais da área médica. Fabíola indica algumas medidas importantes para cuidar da erosão. “Diminuir a ingestão de alimentos ácidos, reduzir a força durante a escovação, aplicar flúor para remineralização, seja de uso profissional ou diário pelo paciente, e, em alguns casos, selar a cavidade com resina”. Não deixe de voltar ao consultório e descobrir o progresso do tratamento.