Quando você é criança e começa a trocar os dentes, alguns problemas podem vir a surgir de repente. Entre eles, o diastema, a mordida cruzada e, o tema de hoje: mordida aberta. Este, é um problema que tem como característica principal, a falta de contato de alguns dentes ao sorrir ou ao morder alguma coisa. E, embora seja um quadro pouco problemático, pode se transformar em algo ainda maior na fase adulta. Por isso, o Sorrisologia conversou com o cirurgião-dentista Breno Alex Osthoff, e ele explicou um pouco mais sobre essa situação. Veja a seguir!

Entenda o que é a mordida aberta

Esse foi o diagnóstico que o seu filho recebeu do odontopediatra e você ainda não entendeu muito bem o que significa, certo? Bom, segundo o especialista, a mordida aberta é um determinado tipo de maloclusão, onde há ausência de contato dos dentes superiores com os inferiores. “Elas podem ser de três categorias: o tipo simples, onde existe apenas a ausência de toque dos incisivos; o moderado, que acontece a ausência de toque dos incisivos e caninos. E por fim, o tipo severo, que é a ausência de toque dos incisivos, caninos e pré-molares”, explica Breno.

Saiba quais são os riscos de uma mordida aberta

Embora essa condição seja bastante comum na infância, também pode gerar problemas na fase adulta. “Os pacientes com mordida aberta possuem o risco de sobrecarregar os dentes adjacentes, pois a perda de guias de oclusão causará uma sobrecarga nos dentes que remanesceram”, explica o profissional. Outro risco possível, é o fator estético/psicológico. “Uma vez que a mordida aberta causar um sorriso desarmônico, o psicológico poderá ser afetado junto com a estética”.

Além disso, disfunções fonoarticulatórias podem vir a ocorrer também, já que, com a mordida aberta, a língua não se posicionará corretamente com os dentes anteriores, causando a dificuldade da pronúncia de alguns fonemas. Breno relata também, que problemas na ATM (articulação temporomandibular) podem acontecer: “Uma vez que há maloclusão, essa importante articulação seria sobrecarregada, e causaria consequências como dores de cabeça ou zumbidos nos ouvidos, por exemplo”, explica.

As principais causas para esse quadro

Segundo Breno, as causas são multifatoriais. “Elas envolvem hábitos parafuncionais como sucção de dedos, uso de chupeta e/ou mamadeira por tempo prolongado, sucção de objetos, respiração bucal, tamanho da língua, hábito de roer unha, interposição lingual durante a fala ou deglutição, entre outros”, explica.

Tratamentos para mordida aberta e prevenção

Apesar de parecer um problema chato de cuidar, a boa notícia é que a mordida aberta tem tratamento. O profissional explica: “Entre eles, o melhor tratamento é a prevenção. Visitas regulares ao dentista possibilitarão a orientação para o interrompimento de hábitos parafuncionais, antes que eles se tornem nocivos para o indivíduo”, explica Breno, que ressalta: “Após a mordida já estar aberta, o tratamento passa a ser apenas corretivo com o uso de aparelho ortodôntico”. O profissional também indica: “A prevenção é mais rápida, fácil e barata do que a correção, sendo assim, quanto antes diagnosticada, mais cedo poderá começar o tratamento e melhor será o seu resultado”.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Breno Alex Osthoff - Cirurgião-dentista

Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ 47512