Na hora de pensar no tratamento ortodôntico, nem se passa pela nossa cabeça que possam existir tantas formas de cuidar dos nossos dentes, né? Mas saiba que existem pelo menos três linhas dentro da ortodontia preparadas para isso: a ortodontia preventiva, a interceptativa e a corretiva. Apesar das diferentes abordagens, todas elas têm a mesma função, que é reparar ou mesmo prevenir problemas ortodônticos do paciente. Que tal entender um pouquinho mais sobre cada? O ortodontista Marcos de Borba te conta tudo que você precisa saber sobre cada uma, confira!

Ortodontia preventiva

Como o próprio nome já diz, esse tipo de ortodontia age no intuito de prevenir a instalação de problemas de oclusão ou de mal posicionamento dentário, conforme o especialista explica. Isso ajuda a evitar que o paciente precise usar aparelho fixo no futuro ou passe por procedimentos como extração dentária ou cirurgia ortognática. “Nesta fase, podem ser usados aparelhos móveis para manter espaço, quando um dente decíduo cai precocemente, por exemplo”, indica.

Além disso, o profissional também cita outra iniciativa nesse processo: a abordagem educativa. Esta seria a responsável por remover maus hábitos que possam causar a má-oclusão, como chupar dedo, usar a chupeta por tempo prolongado e morder objetos.

Ortodontia interceptativa

Já na ortodontia interceptativa, Robson explica que o cirurgião-dentista age no momento em que é diagnóstico o início de um problema, o que acontece geralmente na fase da primeira dentição ou na dentição mista. “Dessa forma, evita-se um tratamento mais complexo no futuro”, garante o ortodontista. Por isso a fase de crescimento se torna um fator essencial a favor desse tipo de ortodontia, e a maioria das mordidas cruzadas são tratadas nessa fase, evitando cirurgias no futuro, segundo o profissional. “Em casos de falta de espaço para o dente permanente, é possível recuperar este espaço perdido com aparelhos removíveis.”

Ortodontia corretiva

Por fim, a ortodontia corretiva é a opção indicada quando há a necessidade de corrigir problemas de oclusão e posicionamento na dentição, seja ela permanente ou mista. Esse tipo de tratamento normalmente é o mais comum, já que muitos pacientes acabam deixando para tratar de seus dentes quando o problema já está instalado na cavidade oral. “Com o uso de aparelhos ortodônticos móveis ou fixos, faz-se a movimentação gradativa dos dentes e dos ossos maxilares e mandibulares para corrigir o posicionamento e resolver problemas de apinhamento, má oclusão, diastema, etc., promovendo, assim, uma melhor saúde bucal e estética facial”, conta.

Qual é a melhor opção de tratamento ortodôntico?

De acordo com Robson, a ortodontia preventiva sempre é a mais indicada, já que a ideia da prevenção é evitar tratamentos complexos e mais invasivos no futuro. O diagnóstico precoce e medidas educativas são, portanto, a melhor maneira de tentar contornar um problema antes mesmo que ele apareça, mas nem sempre isso é suficiente, porque em alguns casos foge do nosso controle quando um problema começa a se instalar. “Neste caso devemos lançar mão de uma intervenção o quanto antes, através da ortodontia interceptativa. Quando se trata de saúde, todo o problema deve-se ser prevenido ou tratado precocemente, este será sempre o melhor remédio”, finaliza.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Marcos de Borba - Ortodontista
Porto Alegre - RS
CRO-RS: 12129