A exposição da dentina, parte do dente que recobre o nervo, é a razão pela qual você sente sensibilidade dentária. Ela acontece principalmente devido à perda do esmalte do dente ou à retração gengival. Além disso, as mudanças de temperatura e alguns tipos de alimentos (ácidos ou doces), podem vir a ser agentes causadores da hipersensibilidade. Para entender um pouco mais sobre o assunto, o Sorrisologia conversou com o cirurgião-dentista Breno Osthoff, e ele contou um pouco mais sobre esse quadro. Confira!

Quais as causas mais comuns da exposição da dentina?

Segundo Breno, as causas mais comuns da exposição da dentina são químicas, como por exemplo a ação de produção de ácido pelas bactérias da cárie; físicas, que tem como exemplo a abrasão por técnica, força e/ou escovação dentária incorreta; biológicas, por conta do ácido produzido pelo próprio organismo como em disfunções gástricas; patológicas, devido ao bruxismo e alterações de desenvolvimento do elemento dentário; ou traumáticas, como tombos e quedas.

Problemas bucais também podem ser a causa da dentina exposta: entenda os riscos

Primeiro, é necessário entender que se algo não está certo, deve ser corrigido. Esse é o caso da dentina exposta, que, por não ser um problema tão grave, as pessoas tendem a deixar de lado. No entanto, o profissional explica: “Os riscos de ficar com a dentina exposta são, principalmente, de desenvolver hipersensibilidade no elemento dentário, além de ocorrer um comprometimento estético, devido à diferença de cor da dentina para o esmalte”. Outro problema importante a ser mensurado, é a perda da função: “Uma vez que a camada de esmalte é removida, pode acontecer uma perda de contato, ou até mesmo, um desvio de guias de desoclusão. Além disso, o quadro pode se agravar e gerar uma eventual exposição da polpa dentária.

Como perceber que a dentista está exposta

Segundo Breno, o melhor diagnóstico sempre será realizado pelo cirurgião dentista. No entanto, ele esclarece: “O paciente costuma perceber que sua dentina está exposta por dois fatores: a alteração na cor do seu dente, devido a diferença de cor do esmalte e da dentina, e alteração na lisura superficial dos seus dentes, uma vez que o esmalte possui uma maior lisura superficial do que a dentina”, explica.

Tratamentos para para esse caso

Vale ressaltar que nesse momento o tratamento é apenas corretivo, visto que, hoje em dia, existe uma enorme variedade de métodos e/ou técnicas para restaurar esses elementos dentários. Breno explica que esses tratamentos podem ser divididos em 3 grandes grupos, sendo eles a restauração direta, onde as restaurações são confeccionadas diretamente na boca do paciente, com menor custo e menor tempo clínico. Nesse tratamento, a desvantagem é que o profissional não terá controle da umidade nem da temperatura, no entanto, este ainda segue sendo o mais comum da cadeira odontológica.

Em segundo lugar, a restauração semi-indireta, que consiste em restaurações pré-fabricadas, onde o profissional as adapta ao preparo. E por último, a restauração indireta, que são confeccionadas em laboratório, dando ao profissional maior controle de umidade e temperatura. Isso permite restaurações mais resistentes e mais bem adaptadas. “Vale lembrar que cada técnica possui outras inúmeras indicações e contraindicações e que é do cirurgião dentista a responsabilidade da correta indicação do tratamento para o seu paciente”, explica o cirurgião-dentista.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Breno Alex Osthoff - Cirurgião-dentista

Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ 47512