O implante é uma ótima alternativa para quem perdeu os dentes, mas é preciso ter em mente que seus novos dentes também precisam de cuidados, ou a pessoa pode correr o risco de perder o implante também. Essa é uma situação bem complicada e não tão incomum assim. Mas afinal, por que isso acontece? A principal causa para isso é a peri-implantite, uma infecção que acomete o tecido em volta do implante. Para entender mais sobre esse problema bucal, entrevistamos o implantodontista Diego Limoeiro. Confira!

O que é a peri-implantite?

Trata-se de uma patologia infecciosa que acontece ao redor do implante e que pode afetar tanto a mucosa quanto a estrutura óssea em torno dele, segundo o especialista. É importante ter bastante e atenção e cuidado com esse quadro, porque se não houver o tratamento correto a tempo, pode haver a perda do implante. Isso acontece porque a possível destruição da estrutura óssea de suporte ao redor dele dificulta que ele se mantenha preso à cavidade bucal, segundo Diego.

O que pode causar uma peri-implantite e os primeiros sintomas

A peri-implantite normalmente pode estar relacionada a fatores como a má higienização bucal, o tabagismo ou até a algum histórico de periodontite do paciente. Atenção e cuidado são as palavras-chaves para identificar se o paciente está ou não com peri-implantite, já que em muitos casos ela se inicia sem sinais de dor. “O primeiro sinal costuma ser o que chamamos de mucosite, sendo uma inflamação dos tecidos da mucosa ao redor do implante, podendo sangrar e ter um pequeno edema na região”, alerta o especialista. Além disso, o tratamento é fundamental para evitar que a doença evolua para estrutura óssea e, consequentemente, comprometa a osseointegração.

Rotina de higiene bucal e acompanhamento odontológico

Para que a reabilitação com implantes seja um sucesso, o paciente precisa colaborar. Investir em uma excelente higiene bucal supervisionada por um cirurgião-dentista é fundamental para acompanhar o implante, e o ideal é que o profissional seja especialista em implantodontia, de preferência, segundo Diego. “Em muitos casos a doença instala-se silenciosamente, mas o implantodontista é capaz de reconhecer e atuar prontamente”, justifica.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Diego Limoeiro - Cirurgião bucomaxilofacial / Implantodontista Pós-graduado em Cirurgia da ATM Especialista em DTM e Dor orofacial
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ: 31146