Tudo começou com uma dor bem moderada. Você sentia aquele pequeno incômodo às vezes, mas não era nada demais, tanto que era possível seguir com a sua rotina normalmente. Com o tempo, o desconforto que apresentava-se pequeno, cresceu e se tornou algo muito doloroso. Qual é o significado desses incômodos de diferentes estágios? Só um dentista é capaz de esclarecer o assunto. Pensando nisso, convidamos a especialista em Dentística Lilian Lessa. Veja o que quer dizer a sua dor de dente.

O que significa uma dor de dente muito forte?

Uma dor de dente pode ter diversos significados. Entre eles uma cárie, problemas na polpa, mais conhecido como o nervo do dente, e na gengiva. Podendo até chegar a uma sensibilidade, desgaste do esmalte, abscessos, bruxismo, lesão ou infecção dental e problemas da articulação temporomandibular. De fato, existem muitos fatores. Mas a dentista esclarece que quando esse incômodo se torna algo intenso e insuportável, existe um significado. “Uma dor de dente muito forte, espontânea, contínua, que não passa com o uso de analgésicos, quase sempre está relacionada a um dente que precisará fazer tratamento de canal”, afirma.

E as dores mais brandas?

Já as dores mais brandas, geralmente, estão relacionadas a outros problemas bucais. Dentre as causas, a especialista destaca uma possível pulpite, que é a inflamação da polpa do dente, reversível. “No caso de pulpite reversível, o dente está com cárie, mas ainda não é necessário realizar um tratamento de canal. Nesse caso a dor é rápida, aguda e provocada por um estímulo”, diz. O desconforto passa assim que o motivo da dor é interrompido. Por exemplo, o dente só dói quando entra em contato com líquidos ou alimentos. O tratamento mais apropriado consiste na remoção da lesão cariosa e na restauração do elemento dentário afetado.

O que o paciente precisa fazer para tratar as dores?

O ideal é sempre consultar um dentista para avaliar a causa de tanto desconforto. O profissional realizará exames clínico e radiográfico, além de uma anamnese detalhada com intuito de verificar a história da dor. Ou seja, o odontologista vai querer saber sobre o surgimento e evolução do incômodo. Algumas perguntas serão feitas: quando, como e onde apareceu? Aumentou ou diminuiu? A freqüência da dor é contínua ou intermitente?. “Por vezes, o paciente relata que o dente já doeu há algum tempo, permaneceu assintomático por um período e, atualmente está doendo de novo. Pode relatar também que, após troca da restauração, o dente passou a doer”, esclarece Lilian.

O especialista também ficará curioso sobre o uso dos analgésicos, se os medicamentos amenizaram ou não a dor, e vai analisar a "sede" do incômodo para descobrir se trata-se de uma dor irradiada, difusa, mal localizada (quando o paciente tem dúvidas) ou localizada. "Diante de todas essas informações e do exame clínico, o dentista vai conseguir chegar a um diagnóstico adequado e traçar o plano de tratamento mais indicado para o caso", finaliza.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Lilian Lessa França - Especialista em Dentística
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ: 39193