Uma das alternativas para o tratamento de lesões no dente, especialmente quando essa lesão se forma bem na ponta dele, é a apicectomia - também conhecida como cirurgia periapical. Essa técnica pode funcionar tanto isoladamente, quanto em conjunto com o tratamento de canal, na hora de eliminar a tão temida cárie. Por mais que o pós-operatório precise de alguns cuidados, essa pode ser uma boa solução na hora de recuperar o seu sorriso. Confira o que o especialista em implantodontia e dentística Alexandre César tem a dizer sobre o assunto!

O que é apicectomia e para quem ela é indicada?

De acordo com o especialista, a apicectomia é um procedimento que envolve o corte do ápice do dente, que, por sua vez, é a ponta da raiz do elemento dental. “Toda vez que existe uma infecção ao redor do ápice, o osso que se situa ao redor dele reabsorve isso”, conta o profissional. Para resolver o problema, a primeira solução normalmente é o tratamento de canal. Entretanto, em alguns casos, essa medida acaba não sendo muito efetiva, e é nesse cenário que entre a cirurgia periapical, ou apicectomia, onde se remove a ponta da raiz e todo o tecido ao seu redor. “Muitas pessoas não percebem que existe uma infecção crescendo na ponta da raiz, e, quando começam a sentir dor ou percebem que a infecção está se manifestando através da gengiva (fístula), procuram o dentista. Mas muitas vezes apenas tratar o canal não é suficiente, e se torna necessário tratar o canal e fazer a apicectomia ao mesmo tempo”.

Como o procedimento é realizado?

Normalmente o processo é rápido, como Alexandre explica: “o dentista acessa a ponta da raiz levantando uma pequena área da gengiva, visualizando a região infeccionada, e removendo todo o tecido necessário com brocas ou ultrassom”. Após isso, obtura-se a ponta da raiz que sobrou. Segundo o dentista, o ato cirúrgico é indolor na maior parte dos casos, mas o pós-operatório pode ser um pouco mais complicado de se lidar, já que pode ocorrer inchaços. “As únicas pessoas que não podem fazer apicectomia são as que possuem problemas sistêmicos, como a diabetes. Estes indivíduos precisam de tratamento para suas respectivas doenças antes de passar por uma cirurgia bucal”.

Cuidados com o pós-operatório

Conforme o implantodontista alerta, o pós-operatório não é exatamente um mar de rosas e requer alguns cuidados importantes. Confira algumas dicas para conduzir essa situação da melhor forma:

• Evitar bochechos: O sangue precisa parar na região operada para formar o coágulo. Se o paciente fica bochechar, vai lavar a região, impedindo que o coágulo seja formado.
• Evitar alimentos e bebidas quentes: Eles aumentam o tamanho dos vasos na região. Como os vasos estão recém-cortados, pode haver sangramento causando uma hemorragia.
• Não se deve fazer esforço físico: Se o coração bombear sangue para uma região recém-operada, com vasos cortados, pode causar hemorragia também.
A alimentação pode ser normal, evitando alimentos duros na região, pra não arrancar nenhuma sutura.
• Escovação normal: O paciente deve dar preferência às escovas extra macias, evitando sempre encostar a escova na região recém operada.
• Após 5 a 10 dias remove-se a sutura e o paciente pode seguir a vida normalmente, já que a região operada não costuma ficar com cicatriz.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Alexandre César - Dentista especializado em Implantodontia e Dentística Restauradora
São Paulo, SP
CRO-SP: 52261