O herpes labial é uma infecção viral e contagiosa que se manifesta nos lábios, boca ou gengiva. Essa doença é caracterizada principalmente pelo surgimento de pequenas bolhas, que, além do aspecto de ferida, também são dolorosas e incômodas. O herpes acomete milhares de pessoas ao redor do mundo, e apesar de não ter cura, é possível evitar o surgimento dessas lesões com medidas simples. Conheça as causas desse quadro e saiba o que fazer para prevenir o seu aparecimento com as orientações da dermatologista Maria Fernanda Gavazzoni a seguir!

O que causa o herpes labial?

Além da exposição excessiva ao sol, situações de estresse e noites mal dormidas também podem desencadear crises de herpes labial quando o paciente menos esperar. "Depois de contrair o vírus, não dá mais para se livrar e ele vai aparecer em situações de baixa imunidade", explica Maria Fernanda. Então se você tem passado por momentos estressantes, seja no trabalho, estudos ou vida pessoal, pode ser que eles estejam contribuindo para sua qualidade de vida e, consequentemente, enfraquecido seu sistema imunológico.

Alimentos industrializados podem ser agravantes para o surgimentos das feridas bucais

Nem tudo o que comemos faz bem para o nosso organismo, e com a saúde bucal não é diferente. É preciso atento aos alimentos que levamos para nossa casa, e principalmente os que contêm conservantes. "Ao consumir suplementos e alimentos industrializados, é importante observar em sua composição se ele não foi enriquecido com arginina, como forma de evitar uma surpresa desagradável que pode vir a provocar uma crise do herpes labial", alerta a médica.

Não dê motivos para o herpes aparecer! Com uma alimentação saudável e repleta de legumes, frutas, verduras e nutrientes bons, essa doença não tem vez. Visitas regulares ao dentista para verificar como anda sua saúde geral também são importante para manter sua imunidade em alta e ficar longe de complicações.

Os sintomas do herpes labial são bastante visíveis

Não é difícil perceber quando uma crise de herpes se instala: a doença se manifesta através de pequenas bolhas semelhantes a uma ferida e que costumam provocar ardência ou coceira na região. O problema dura em torno de uma a duas semanas, mas é importante tratá-lo assim que ele começa a dar os primeiros sinais, pois a falta do tratamento adequado facilita a invasão de bactérias presentes na pele.

Herpes na boca: qual é o melhor tratamento?

Para tratar o herpes labial a dermatologista indica dois tipos de tratamentos. "O uso dos medicamentos Aciclovir, Valaciclovir ou Fanciclovir, com o uso oral preferível ao uso tópico. Além do tratamento tradicional, ingerir o aminoácido lisina através de alimentação e suplementação pode ajudar a melhorar e prevenir o aparecimento de um novo surto", finaliza. Dependendo de cada caso, o médico também pode indicar cuidados nos locais específicos das feridas. O diagnóstico precoce atrelado às recomendações profissionais são essenciais tanto para prevenir quanto para tratar o herpes uma vez que ele já se instalou.

Como evitar o surgimento do herpes labial e conviver com a doença

O herpes não tem cura, mas é possível controlar a doença. Uma vez que o vírus se instalou no organismo, ele fica adormecido e pode voltar através de crises ocasionais, que podem acontecer por diversos motivos. Um deles é o excesso de exposição ao sol, já que os raios ultravioletas podem ativar o vírus do herpes simples tipo 1 (HSV-1). A melhor maneira de prevenir que isso aconteça, segundo a médica, é usando protetor solar no rosto e protetor labial, sobretudo no verão. Além disso, também é importante manter uma boa rotina de higiene bucal e tomar alguns precauções para evitar que outras pessoas peguem a doença, que é contagiosa:

• Evite o contato muito próximo a outras pessoas e o compartilhamento de objetos pessoais

• Beijos devem ser evitados durante a crise

• O uso de preservativos durante relações sexuais é indispensável

• Lave sempre muito bem as mãos após tocar no local afetado

• Cuidados redobrados com os locais de higiene, para não piorar o quadro

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Maria Fernanda Gavazzoni - Dermatologista
Niterói - RJ
CRM: 52518882

Originalmente publicada em 19/01/2016
Atualizada em 30/01/2020