Muitos são os motivos que podem levar à perda de um dente. Normalmente essa situação acontece devido a um trauma ou acidente rotineiro. Mas será que um distúrbio bucal como o bruxismo é capaz que levar a essa queda? Ele é definido pela Academia Americana de Dor Orofacial como uma atividade parafuncional diurna ou noturna do sistema mastigatório que inclui o ranger, apertar ou esfregar dos dentes entre si. A especialista no assunto Rhianna Barreto explica ao Sorrisologia se existe tal possibilidade e qual seria a melhor forma de evitar esse dano.

O bruxismo pode causar a perda dentária?

A força da mordida de um paciente com bruxismo pode variar entre 150 a 340 kg de carga. As consequências deste distúrbio podem se resumir em diversas fraturas e desgaste dos dentes, problemas periodontais, dor, fadiga muscular, dores de cabeça e, infelizmente, a perda de um ou mais dentes. O bruxismo pode ser primário, sem causa conhecida, ou secundário, associado ao uso de medicações, distúrbios neurológicos e psiquiátricos. Apesar das diferenças em ambos os casos, é um problema que gera riscos e precisa ser tratado de perto.

Como evitar os danos do bruxismo?

Os sinais do bruxismo vão desde músculos da face hipertrofiados, cansados ou doloridos até a redução da capacidade de bocejar ao acordar, por exemplo. Mas existem formas de evitar os danos causados por este problema, como a placa de mordida, que acaba com o desgaste dos dentes e dor muscular; toxina botulínica, que controla a atividade muscular da região, e técnicas que diminuem o estresse, através de massagem e fisioterapia. Rhianna lembra que esse distúrbio não é considerado uma doença, por isso não há tipo de tratamento para o bruxismo, mas sim para controlar seus efeitos que prejudicam a saúde bucal.

Dá para prevenir o bruxismo?

A dentista esclarece que o bruxismo, por ser uma parafunção multifatorial, na maioria das vezes sem causa conhecida, não tem uma forma de prevenção e nem de tratamento capaz de eliminá-lo permanentemente. "Este hábito parafuncional constitui um dos mais difíceis desafios para a odontologia restauradora, sendo muito difícil sua resolução dependendo da gravidade do desgaste produzido”. A opinião do profissional é indispensável para diagnosticar a real causa da disfunção e indicar a melhor terapia. Assim você não vai precisar se preocupar com a possível falta de um dente.