Difícil encontrar coisa mais fofa do que o sorriso de uma criança! Embora seja difícil enxergar algum defeito, a arcada dentária dos pequenos pode sofrer vários problemas bucais ao longo da infância que vão muito além das cáries, como a mordida cruzada. Você já ouviu falar nessa complicação? O Sorrisologia entrevistou a odontopediatra Vânia Cortes, de Curitiba, para explicar aos pais como identificar essa imperfeição. Confira!

Entenda o que é a mordida cruzada em uma criança

A dentista conta que a posição correta do sorriso é quando a parte de cima (maxilar), é maior que a de baixo (mandíbula), envolvendo-a ao fechar a boca. “Quando uma criança tem mordida cruzada, essa relação fica invertida, e os dentes acabam não se encaixando perfeitamente”, ressaltou. A profissional também disse que existem vários tipos desse problema: a mordida cruzada anterior, posterior de um lado (unilateral) ou posterior de ambos os lados (bilateral), além da esquelética ou dentária.

Chupeta e dedo na boca podem ser as causas da mordida cruzada

O problema de mordida cruzada pode acontecer por uma série de fatores, desde os hereditários até pelos hábitos que a criança pratica, como o uso prolongado de chupeta, mamadeira, sucção do dedo ou quando respira pela boca.

De que maneira ele pode afetar a boca da criança?

Segundo a odontopediatra, a mordida cruzada pode comprometer vários pontos estéticos e funcionais do rosto da criança. “Entre eles, podemos citar assimetrias faciais, pode trazer consequências, na mastigação, na deglutição, na respiração, e até mesmo na fala. Se não for tratada, com o tempo, pode ocasionar dores na face e nas articulações”, atentou

Saiba como identificar a mordida cruzada no sorriso da criança

O jeito é ficar sempre atento ao sorriso do seu filho e levá-lo com certa frequência ao dentista. De acordo com Vânia, os odontopediatras, ortodontistas e ortopedistas faciais são profissionais que podem diagnosticar o problema e indicar a melhor opção de tratamento para o pequeno. “Normalmente, o problema se resolve com aparelhos ortodônticos ou ortopédicos, expansores palatinos e às vezes até cirurgia ortognática”, concluiu.

Por SPPC

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Vânia Côrtes - Especialista em Odontopediatria
Curitiba - PR
CRO PR 14.282