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20.03.2017

Herpes na boca: saiba como o estresse pode influenciar na doença

Expert

Luisa Kelmer Silveira

Luisa Kelmer Silveira

CRM-RJ: 5292117-3

Dermatologista membro titular da Sociedade brasileira de dermatologia - SBD Especialista em dermatologia oncológica pelo Instituto nacional do câncer - INCA.

Dias mais agitados e cheio de compromissos no trabalho esgotou com suas energias. No fim de semana, enfim, o momento de descansar, você logou notou aquelas bolhas se formando no cantinho da boca. Sim, o herpes se instalou nesta região e não é a primeira vez que você nota essa relação. Apesar da maioria das pessoas já ter entrado em contato com a infecção em algum momento, em apenas uma pequena parcela de indivíduos ela é ativada e apresenta a doença. Essa manifestação, entretanto, não é mera coincidência e pode estar relacionada com o estresse.

Por que o estresse desencadeia o herpes?

Você já deve ter ouvido falar do vírus causador do problema, HSV-1. Ele vive escondido no corpo em estado de latência, sem provocar lesões, até que ocorra alguma alteração que possa ativá-lo novamente. E, de acordo com a dermatologista Luisa Kelmer Silveira, o estresse é um dos motivos. “Seja ele mental ou físico, é comprovada a relação do estresse e a reativação do herpes”, diz.

A explicação para isso é que durante ou após um episódio de estresse, ocorre uma diminuição do sistema imunológico e, consequentemente, a reativação do vírus seguida de uma crise. “Quando a imunidade cai, o corpo fica menos resistente”, completa a profissional.

Entendendo o ciclo do herpes

Luisa explica que as manifestações clínicas podem começar com um desconforto, ardência e coceira no local. Essa fase, inclusive, é a mais importante no que se refere aos cuidados, pois quando tratado de maneira precoce, evita complicações maiores. “É recomendado procurar o dermatologista imediatamente para começar o tratamento, adequando com antiviral e evitar a replicação do vírus. Desta forma, o surto será de menor intensidade e duração”, comenta.

De 6 a 48 horas após o início dos sintomas aparecem pequenas bolhas de água agrupadas. Essas se rompem, formam feridas e, depois, crostas até que cicatrizam e o vírus volta ao estado de latência. Esse ciclo pode durar de 7 a 10 dias.

Como evitar as crises?

Mesmo não tendo cura, não significa que não existam meios de driblar o problema. O profissional da área saberá quais hábitos pessoais devem ser evitados e quais medidas podem ser adotadas. “Isso para evitar tanto o estresse, quanto outros fatores que baixam a imunidade e reativam o vírus. Além de orientar como reconhecer e lidar com uma crise”, reforça Luisa.

O uso de protetor ou hidratante nos lábios é mais do que recomendado para criar uma barreira protetora, além de hábitos como ingestão de água, exercícios físicos, dormir e comer bem, pois contribuem para fortalecer a imunidade. Na lista de coisas a serem evitadas inclui-se exposição solar excessiva, alta ingestão de álcool, dormir mal e comer alimentos de baixo valor nutricional como açúcares, frituras e industrializados.

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