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12.09.2016

Herpes na boca é mais comum do que se imagina

Expert

Sylvia Cysneiros

Sylvia Cysneiros

CRM: 52.82342-2 / RQE 19793

Sylvia Cysneiros é formada pela Faculdade de Medicina Souza Marques e fez residência em Dermatologia pela Policlínica Geral do Rio de Janeiro, se especializando nas áreas de Dermatologia Clínica, Cirúrgica e Cosmiatria. Possui Título de especialista em Dermatologia e é Membro efetivo da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia)

Ele pode não estar visível, mas vive na boca de muita gente. Você sabia que o vírus do herpes simples é mais comum do que se imagina? A dermatologista e especialista Sylvia Cysneiros explica que, aproximadamente, 85% dos adultos são positivos para a doença, mas nem todos tiveram sua manifestação com bolhas e feridinhas que muita gente costuma ver. "Grande parcela das pessoas desenvolve uma primeira infecção muito branda, sem lesões de pele, que pode ser confundida com um quadro gripal e passa desapercebida". Entenda como esse problema se desenvolve.

Você pode ter herpes e não desenvolver lesões

O vírus HSV-1 se apresenta em estado latente no corpo e, muitas das vezes, não se manifesta através de bolhinhas. Sylvia relata que o portador pode ficar muito tempo sem produzir nenhum sinal ou sintoma de herpes, até que ocorra alguma alteração que possa ativá-lo, como a baixa imunidade, exposição demasiada ao sol e estresse. Fique esperto, a maioria das pessoas que carregam esse agente infeccioso não tem ideia de que está com a doença.

As formas de contrair

Pode ser com um beijo ou um simples toque. O contato direto com as lesões de pele é a forma mais comum de contágio, mas a dermatologista alerta que há outra forma de contrair. "Existe um risco de aproximadamente 9% do vírus ser transmitido pela saliva, sem que o portador tenha qualquer manifestação clínica da doença no momento da transmissão". Desta forma, o herpes labial pode ser contraído pelo toque, pela saliva, parto e aleitamento.

Sinais do herpes antes das bolhinhas

As feridas geralmente são precedidas por sintomas de ardência e formigamento sempre no mesmo local das lesões. A profissional diz que a melhor decisão é buscar ajuda assim que sentir alguns destes sinais. "O ideal é iniciar o tratamento precoce, mesmo antes de surgirem as lesões cutâneas". Assim você não vai precisar se preocupar com as bolhinhas e casquinhas provocadas pela ativação do vírus.

Mesmo não chegando a este estágio da doença é importante descobrir se você é ou não portador do herpes. A probabilidade de contágio, não apenas pelas lesões como também através da saliva, existe e o quanto antes buscar tratamento, melhor para sua saúde e de outras pessoas com quem tem relação. Não prolongue o diagnóstico e cuide-se.

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