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29.08.2019

Halitometria: conheça a técnica capaz de revelar se você tem mau hálito ou não

  A insegurança sobre o próprio hálito às vezes bate, né? Mas não precisa mais se preocupar com isso, já que o problema bucal pode ser facilmente identificado com o teste de halitometria
A insegurança sobre o próprio hálito às vezes bate, né? Mas não precisa mais se preocupar com isso, já que o problema bucal pode ser facilmente identificado com o teste de halitometria

Expert

Maurício Duarte da Conceição

Maurício Duarte da Conceição

CRO-SP: 34.205

Pós-graduado em halitose pela SL Mandic, mestre em Psicologia, membro fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose. Autor do livro “Bom Hálito e Segurança”

Ter mau hálito certamente é algo que ninguém quer, mas às vezes alguns fatores colaboram para que ele apareça e quando a situação se torna recorrente, pode trazer inúmeras consequências para o paciente. “Por outro lado, existem pessoas que têm mau hálito, mas não percebem, por um fenômeno chamado fadiga olfatória, em que o indivíduo não percebe seu hálito alterado pois já está adaptado ao odor constante”, explica o especialista em halitose Maurício Duarte. Para evitar que esse tipo de inconveniente ocorra, é possível realizar a halitometria, uma técnica bem específica que indica se o paciente possui ou não esse cheirinho ruim.

O que é o teste de halitometria e como ele funciona?

Capaz de determinar se uma pessoa está ou não com mau hálito, o teste de halitometria é feito por aparelhos importados, conforme o especialista explica. “Eles medem os gases derivados de enxofre, chamados compostos sulfurados voláteis (CSVs), produzidos pelas bactérias que causam a saburra lingual, doenças gengivais e cáseos amigdalianos”, conta. Dessa forma, o aparelho analisa uma pequena amostra do ar bucal do paciente e verifica a concentração dos CSVs para saber se o paciente está ou não com halitose.

Se a halitose for confirmada, o que se deve fazer?

Se esse for o caso, uma das primeiras medidas a ser tomada consiste em aprender a higiene detalhada da língua, dentes, gengivas e amígdalas, com técnicas e produtos que produzam os melhores resultados possíveis, segundo Maurício. “Essa nova rotina de higiene deve ser praticada diariamente para assim controlar o problema, pois assim como devemos tomar banho diariamente, a higiene dental, lingual e das amígdalas (se for o caso) também é importante.”

Principais causas para o mau hálito

A saburra ou biofilme lingual, as doenças de gengiva (gengivite e periodontite) e os cáseos amigdalianos são as três principais causas para o quadro e correspondem a cerca de 98% dos casos de mau hálito, segundo Maurício. Esta última são pequenas placas bacterianas formadas dentro das amígdalas em forma de bolinhas brancas, similares a bolinhas de queijo. Outras possíveis causas indicadas pelo especialista são a ingestão de alimentos que alteram o odor do hálito e a hipoglicemia causada pelo jejum prolongado. “Também existem doenças que podem alterar o hálito como o diabetes, a insuficiência renal ou hepática, entre outras, mais raras, sendo que no total são conhecidas cerca de 90 causas do mau hálito”.

Mau hálito pode desencadear outros problemas

Engana-se quem pensa que o mau hálito se restringe apenas ao cheirinho desagradável que é emitido pela boca: esse quadro pode causar desde problemas bucais à transtornos como gastrite, diabetes, pneumonia, parto prematuro e até mesmo problemas cardiovasculares, de acordo com o profissional. No que diz respeito exclusivamente à cavidade oral, o especialista alerta que a presença de saburra pode perpetuar doenças de gengiva, por exemplo. “Isso acontece porque as bactérias que causam ambos os problemas são praticamente as mesmas, sendo o ideal o seu controle”.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Maurício Duarte da Conceição - Pós-graduado em Halitose e Especialista em Dentística Restauradora e Halitose
CRO-SP: 34.205

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