Juntar as escovas de dentes é um termo muito usado quando um casal resolve morar junto. Na teoria, a frase até que soa bonito, mas saiba que na prática não deveria ser assim. Sabemos que as cerdas desses objetos costumam acumular muitas bactérias vindas da boca e do ambiente em que estão guardadas, desta forma, é importante tomar todo cuidado na hora de armazenar a sua ferramenta junto à outra. O cirurgião-dentista Johnathan Marcondes explica ao Sorrisologia sobre esses riscos e qual é a melhor maneira de guardá-las.

Junto ou separado?

Bem diferente de um casal apaixonado, as escovas de dente precisam viver separadas. Isso porque as cerdas acumulam muitos germes e outras sujeiras, como restinhos de alimentos, de cada paciente. Se os tufos de cada ferramenta se tocarem, vai acontecer uma troca desses micro-organismos. Por isso, o dentista dá o recado. “Jamais deixe sua escova em contato com outras, pois o toque das cerdas acaba criando uma ponte de bactérias”, atenta.

Se escovas juntas já é um problema, existe outro cenário ainda mais crítico é totalmente desaconselhado: o uso compartilhado da escova de dente. Johnathan alerta que esses objetos são de uso pessoal e intransferível. Por isso, nunca use a escova de outra pessoa, por mais íntima que seja de você. "Isso vale também para crianças, que muitas vezes acabam trocando as escovas com os amiguinhos". A recomendação se estende para todos os integrantes da família.

O melhor lugar para guardar as escovas

Existe uma solução para não correr esse risco e manter a sua boca e do seu companheiro bem saudáveis. O odontologista indica o lugar mais seguro. “Guarde os objetos na vertical em um porta-escova aberto que impeça o contato das cerdas de escovas diferentes e que fique longe de fontes de contaminação”. Outra forma de preservar a sua escova é cuidando muito bem das cerdas, lavando os tufos após a higiene bucal, escovando com suavidade e guardando em local seco e arejado para garantir sua eficiência até a próxima troca.

Uma escovação mais segura

Praticando todos esses cuidados, a higiene bucal acaba se tornando mais segura. Não se esqueça que a troca de bactérias de uma escova para outra pode acabar desencadeando sérios problemas para sua saúde bucal ou geral, como uma gengivite ou um resfriado. Não deixe também de substituir essa ferramenta após três meses de uso, ou antes, se houver necessidade. Este hábito otimiza sua limpeza e protege seu sorriso de doenças como a cárie e o tártaro, que surgem devido a má higiene bucal.