Você já ouviu falar em gengivite gravídica? Futuras mamães tem uma longa caminhada até a chegada de seus bebês. São tantas mudanças por todo o corpo devido aos hormônios que bate um cansaço só de imaginar, né? Mas não se pode deixar o cansaço falar mais alto, porque os cuidados com a saúde são ainda mais importantes nessa época. E para quem acha que a higiene bucal não interfere em nada nesse processo, é hora de pensar duas vezes: o dentista Nelson Alfarano explica um pouco mais sobre a gengivite gravídica e como ela pode afetar a saúde das mamães e dos bebês se não for tratada.

O que causa a gengivite gravídica?

A gengivite é um quadro muito comum durante o período de gestação e recebe uma nomenclatura bastante específica para diferenciá-la: gengivite gravídica. Segundo o especialista, o problema acontece devido ao hormônio progesterona presente nesse período e que pode contribuir com o aumento do fluxo sanguíneo nos tecidos gengivais. Dessa forma, a região da gengiva acaba ficando mais inchada e, consequentemente, se torna mais suscetível a sangramentos espontâneos durante o ato da escovação. Além disso, Nelson indica que esse quadro atinge de 60% a 70% das gestantes e afirma que essas mudanças hormonais podem facilitar o crescimento de algumas bactérias.

Quando a gengivite gravídica começa a surgir e quais os seus principais sintomas?

Apesar de muitos acharem que somente o sangramento ao escovar os dentes é um sinal, isso não é totalmente verdade. Existem outros sintomas que podem ser observados em um quadro de gengivite, caracterizados pelas presença de eritema e de edema envolvendo a gengiva e papilas interdentais. Isto é, quando essas regiões apresentam vermelhidão fora do comum ou algumas bolinhas vermelhas. “De rápido desenvolvimento apresentam coloração vermelha brilhante causada pela placa bacteriana costumam regredir após o término da gestação. Quando não ocorre a regressão é recomendada a remoção cirúrgica”, alerta.

O profissional também explica que a gengivite gravídica pode ocorrer a qualquer momento, embora geralmente se inicie no segundo mês da gravidez. Ela também pode aumentar progressivamente e em conjunto com o aumento hormonal do quarto ao nono mês.

Quais os riscos da gengivite gravídica durante a gestação?

Por mais que não seja um problema que traga muitos incômodos para a paciente, é preciso ter muito cuidado com a gengivite para que ela não traga maiores transtornos. O tratamento inadequado, ou até mesmo a sua falta, pode acarretar um quadro de periodontite, uma doença muito mais grave e que pode ser um verdadeiro risco tanto para a saúde da gestante, quanto para a saúde do feto. “Pesquisas demonstram que os problemas gengivais podem ocasionar efeitos indesejáveis para o bem estar do feto, elevando o risco de parto prematuro e de bebês que nascem abaixo do peso ideal”, comenta.

Como prevenir a gengivite gravídica?

A melhor forma de cuidar do seu sorriso, é cuidando da higiene dele. Portanto, para evitar um quadro de gengivite gravídica, Nelson alerta que é preciso controlar a placa bacteriana responsável pelo desencadeamento da doença. Se você não sabe por onde começar, o profissional indica algumas formas de fazer isso: “Uma boa higiene oral com auxílio de uma escova macia e a técnica correta de escovação, o uso de fio dental e um enxaguante bucal, visitas periódicas ao dentista para remoção de tártaro e placas bacterianas”. Além disso, é importante que, ao sinal de qualquer anormalidade na cavidade oral, o paciente busque orientações com um especialista.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Nelson Alfarano - Especialista em implantologia, reconstrução maxilar, cirurgia plástica periodontal e odontologia estética
CRO-RJ: 18163