De onde surge o mau hálito? Será que o sintoma sempre é derivado de coisas que comemos no dia a dia? Pode ser que não pareça, mas o estresse pode influenciar nisso também, de acordo com o especialista em halitose Maurício Duarte. Segundo ele, o mau cheiro pode aparecer em decorrência da diminuição salivar ou de algumas doenças, como a hipoglicemia, diabetes e obesidade. Para entender mais o assunto, conversamos melhor com o profissional. Veja quais são os tratamentos para casos de mau hálito!

O estresse pode diminuir a produção salivar

O funcionamento das glândulas salivares está intimamente ligado ao do sistema nervoso e, por isso, o estresse pode fazer com que a produção salivar diminua. Alguns casos de problemas de saúde podem ter ainda mais influência nesse momento. “Especialmente no caso do estresse crônico e também pelo o paciente predispor hipoglicemia”, comenta.

Estresse pode provocar mau hálito

Entre muitas funções, a saliva é capaz de eliminar os principais agentes formadores da placa bacteriana. Por isso, quando está em falta, a região bucal pode apresentar ainda mais bactérias e aos poucos causar uma halitose. Além disso, o estresse, quando provocado por algumas doenças, tem outras causas. “No caso da hipoglicemia e diabetes, por exemplo, o mau hálito pode ocorrer pela produção de corpos cetônicos, devido à intensa queima de gordura para a produção de glicose”, explica o profissional.

Paciente que tem obesidade, por outro lado, podem apresentar halitose devido ao ronco. Segundo ele, o rangido causado inconscientemente durante o sono pode ressecar a boca e, como consequência, causar uma descamação da mucosa interna dos lábios e da bochecha. “Dessa forma surge a saburra lingual, uma placa bacteriana esbranquiçada ou amarelada que se forma no fundo da língua”, completa.

Mau hálito: como tratar?

Tudo depende da situação em que o paciente se encontra. Primeiro, o dentista vai tratar das causas diretas do mau hálito, podendo ser a saburra lingual, gengivite e também orientações dos hábitos alimentares. “E, se necessário, o paciente é encaminhado para algum profissional para tratamento conjunto, quer seja um endocrinologista para o controle do diabetes ou hipoglicemia, ou um psicólogo ou psiquiatra, em casos de estresse excessivo”, acrescenta. Maurício ainda comenta que, para aliviar o estresse, mudanças de hábitos podem ser o suficiente. “A prática de exercícios físicos regulares, uma alimentação equilibrada e técnicas de relaxamento, ou ainda, ter um hobby”, lista. Mas é importante lembrar que a ajuda dos profissionais sempre é o melhor caminho para ter as orientações adequadas.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Maurício Duarte da Conceição - Pós-graduado em Halitose e Especialista em Dentística Restauradora e Halitose
CRO-SP: 34.205