A estomatite, também conhecida como afta, é um problema bastante comum e que também pode acometer crianças e bebês, gerando muita dor e desconforto para os pequenos. Essas pequenas inflamações que aparecem na mucosa bucal podem dificultar bastante a alimentação e amamentação, já que qualquer mínimo contato com a lesão já é o suficiente para incomodar. Para entender mais sobre esse quadro e como ele pode afetar o seu filho, entrevistamos a odontopediatra Flávia Macedo. Confira!

O que é a estomatite infantil?

De acordo com a especialista, estomatite é o termo amplo utilizado para inflamações ocorridas na boca. A mais comum delas é a estomatite aftosa - que pode ser recorrente ou não -, que consiste em ulcerações dolorosas e também são conhecidas como aftas. “Outros exemplos são a gengivoestomatite herpética primária e a doença mão-pé-boca são infecções virais que ocorrem entre os 6 meses e 5 anos de idade”, completa.

As causas para a estomatite podem ser variadas. Segundo Flávia, a estomatite aftosa pode ser causada por alergias e traumas locais, por exemplo; já a gengivoestomatite herpética primária e a doença mão-pé-boca são causadas por vírus.

Os principais sintomas da estomatite infantil

A inflamação normalmente é caracterizada por lesões na cavidade bucal no geral. Isto é, machucados avermelhados e/ou esbranquiçados nas regiões de lábios, língua, gengiva, bochechas e céu da boca, segundo a especialista.

“Como 'estomatite' é um termo que engloba diferentes condições, os sintomas gerais associados às lesões bucais variam”, esclarece. Por isso que as estomatites virais, por exemplo, costumam apresentar sintomas na saúde geral. Já no caso de uma gengivoestomatite herpética, a odontopediatra destaca o que acontece: “Essa é uma infecção primária causada pelo herpesvírus simples e pode ocorrer: febre, irritabilidade e dor. Já na doença mão-pé-boca ocorre febre, diarreia, náuseas e vômitos.

É possível prevenir a estomatite?

Como a estomatite pode ser causada por diferentes fatores, a prevenção deve estar relacionada principalmente a bons hábitos alimentares e de higiene, conforme a especialista explica. “O cuidado com a saúde geral, incluindo a saúde física, mental e bucal, pode auxiliar nesta prevenção”, conta. De qualquer forma, é indispensável que o paciente sempre procure acompanhamento e orientação profissional, pois um odontopediatra é capaz de diagnosticar o problema e então encaminhar o pequeno paciente para o tratamento mais adequado.

Este artigo tem a contribuição da especialista:
Flávia Macedo Couto - Odontopediatra
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ: 39.770