Se você é adepto ao uso da escova de dentes elétrica, certamente já deve ter ouvido falar dos diferentes modelos, principalmente a rotatória e a ultrassônica. Afinal, as duas são destaque quando o assunto é alcançar todos os cantinhos da superfície dentária e remover a placa bacteriana em poucos minutos. Mas será que você sabe a diferença entre os dois modelos e quais são as suas principais funções? Pensando nisso, o Sorrisologia conversou com o dentista e especialista no assunto Fernando Tai, que esclareceu essas e outras dúvidas sobre a escova de dentes elétrica rotatória e a ultrassônica. Confira!

Confira os benefícios da escova de dentes elétrica rotatória

De acordo com o profissional, o grande segredo da eficácia da escova elétrica rotativa é o tamanho perfeito da cabeça que seja adequa à coroa do dente. “Com o tamanho da cabeça ideal e as cerdas de nylon convencionais ou filamentosas, este modelo de escova elétrica limpa e remove 100% das "sujeiras"”, explica. Oferecendo 8.800 movimentos oscilatórios por minuto, a escova rotatória alcança todos os espacinhos da cavidade bucal, o que nenhuma escova manual consegue fazer. Além disso, o dentista revela que este tipo de ferramenta ajuda a evitar uma série de problemas bucais. “Por evitar a pressão durante a escovação, o modelo diminui os riscos de retração ou recessão gengival”.

Escova de dentes elétrica ultrassônica ajuda no combate à gengivite

Se você sofre com inflamações da gengiva, o especialista adianta: as escovas ultrassônicas são as melhores aliadas nestes casos. Em casos de gengivite gravídica, por exemplo, este modelo pode amenizar o sangramento intenso e espontâneo da gengiva durante a fase gestacional da mulher. Além disso, a escova de dentes elétrica ultrassônica ajuda na limpeza após uma cirurgia, quando o ato de escovar com cerdas de nylon não é indicado.

Mas, afinal, qual a diferença entre os dois modelos?

Não restam dúvidas de que tanto a escova rotatória quanto a ultrassônica são eficazes na higiene bucal. Entretanto, segundo Fernando, o diferencial está no modo de ação da remoção da placa bacteriana da superfície dental. Os resíduos superficiais e que não aderem aos elementos dentais, por exemplo, podem ser removidos tanto com a escova de dentes elétrica ultrassônica quanto com a rotatória. Já a placa bacteriana em processo de transformação em tártaro, só pode ser removida com sucesso com a ajuda da escova elétrica rotatória.

Para entender melhor, o dentista propõe uma simples comparação: “Imagine uma camisa suja de barro. Apenas enxaguar com água e colocar em uma cuba ultrassônica não irá deixá-la limpa e sem manchas. Mas, se esfregarmos com uma escova com cerdas de nylon por alguns minutos é possível que a peça saía totalmente limpa. O mesmo acontece com os nossos dentes”, finaliza.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Fernando Tai - Especialista em Ozonioterapia
São Paulo - SP
CRO-SP: 58.117