O enxaguante bucal é um dos responsáveis por controlar o mau hálito e deixar seus dentes longe de bactérias e cáries, sendo importante em qualquer rotina de higiene bucal. No entanto, ainda existem algumas dúvidas que o cercam: será que devo utilizá-lo todos os dias? Quantas vezes? Com ou sem álcool? Tem gente que até o evita por pensar que causa ardência ou por achar que o produto não é tão necessário. E embora ele seja coadjuvante, não significa que não seja um excelente aliado hora de combater a gengivite e a periodontite. Quem explica mais sobre esse assunto é o odontólogo e especialista em estética, Vinícius Barçal.

Benefícios do enxaguante bucal

O enxaguante bucal é um produto que contribui para que a sua higiene bucal não fique comprometida. No entanto, o uso dele por si só não é suficiente, uma vez que ele remove parcialmente a placa bacteriana. Por isso, Vinícius esclarece: “A forma correta de se higienizar a boca e os dentes é através da escovação e do uso do fio dental”. O enxaguatório pode ser associado à escovação e ao uso do fio dental na higiene bucal para completar a remoção da placa e dar a sensação prazerosa do frescor e bom hálito. “Não se engane com a sensação de frescor. O enxaguatório não será sinônimo de limpeza se for usado sozinho. Uma higienização incompleta pode levar ao acúmulo de placa bacteriana na superfície dos dentes, causando cáries, doenças periodontais e mau hálito”, alerta.

Indicado para pacientes com gengivite, periodontite, cárie e no pós-cirúrgico

Segundo Vinícius, o enxaguante bucal é indicado em casos específicos como cáries, gengivites, periodontites e pós-cirúrgicos, embora possa, também, ser utilizado pelos demais pacientes, aliado a uma boa escovação e ao uso do fio dental. “Para os demais indivíduos da população, os enxaguantes bucais são coadjuvantes na higiene oral e não são indicados de forma irrestrita”, explica.

O enxaguante deve ser usado em todas as 3 escovações mínimas do dia?

Como um todo, a população pode usar o enxaguante uma vez por dia, mas vale ficar atento e perceber se o uso do enxaguante não está causando ressecamento da boca, o que pode ser prejudicial a mucosa bucal. Além disso, Vinícius ressalta: “O uso indiscriminado sem o acompanhamento de um dentista pode causar um desequilíbrio na flora bacteriana bucal, levando ao desenvolvimento de infecções oportunistas, como a candidíase”, explica o odontologista, ao concluir: “Indivíduos que apresentam alguma condição específica que requer o uso de enxaguatório bucal devem seguir as recomendações do dentista quanto ao modo de utilização do mesmo”.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Vinícius Barçal - Odontólogo e Especialista em Estética
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ: 3979-7