Hoje em dia, existem diversas opções de enxaguante bucal disponíveis nas prateleiras das farmácias, o que acaba facilitando as opções e, até mesmo, deixando algumas dúvidas quanto às diferenças entre eles. Por conta disso, o Sorrisologia conversou com a cirurgiã-dentista Luiza Mello, e ela contou um pouco mais sobre as diferenças entre os tipos de enxaguante. Confira!

Como escolher o melhor enxaguante bucal?

O melhor enxaguante bucal para você, deve ser aquele indicado pelo seu dentista. “Opte sempre pelos enxaguantes bucais que não contêm álcool e lembre-se também que a utilização do produto não poderá nunca substituir a escovação e o uso do fio dental”, explica Luiza.

A formulação da maioria dos antissépticos bucais encontrados no mercado, contém desde agentes de ação microbiana e flúor, como outros agentes ativos que complementam a ação do agente principal, e às vezes, até mesmo o álcool. “Um passo a passo para escolher o enxaguante ideal é entender a utilidade do enxaguante, conhecer as suas necessidades, descobrir as contraindicações, analisar a composição do produto e utilizá-lo corretamente”, indica Luiza.

Enxaguante bucal para pacientes com placa bacteriana

Luiza indica que a escovação, uso de fio dental e consultas regulares com o seu dentista são os melhores métodos contra a placa bacteriana. No entanto, ela esclarece: “Junto a eles, o antisséptico bucal com agente bacteriano é o mais indicado. Mas, o mesmo deve ser recomendado pelo seu dentista”.

Enxaguante bucal para pacientes com infecções

Já para pacientes com infecções, a cirurgiã-dentista explica que os enxaguantes à base de clorexidina são eficazes: “Embora esses enxaguantes sejam uma boa opção, eles devem ser receitados pelo profissional. O uso prolongado do mesmo provoca manchas nos dentes e pode até mesmo, alterar o paladar”, explica.

Crianças podem usar enxaguante bucal? Saiba como escolher o enxaguante ideal para os pequenos!

Segundo Luiza, as crianças podem sim usar o enxaguante bucal. “Devemos escolher aqueles que não contêm flúor nem álcool”, esclarece a cirurgiã-dentista. No entanto, deve-se atentar para a idade da criança: “O recomendado é que o enxaguante seja usado apenas em crianças a partir de 3 ou 4 anos. Além disso, existem produtos próprios para a faixa etária”, explica.

No caso das cáries, no entanto, não será o enxaguante bucal que poderá melhorar. “O paciente precisará de um tratamento odontológico, ou seja, precisa procurar o seu dentista para tratar as cáries. O enxaguante bucal é um meio de prevenção contra as cáries, e não um tratamento”, esclarece.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Luiza Mello - Cirurgiã-dentista com graduação pela Universidade Federal
do Vale do Jequitinhonha e Pós-graduação em Periodontia na Unigranrio.
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ CRO-RJ 46247