A gravidez é um momento lindo na vida da mulher mas exige cuidados. O aumento da produção de hormônios nessa época acaba gerando bastante retenção de líquido e inchaço no corpo das grávidas. Após alguns meses, então, este probleminha pode gerar desconfortos para elas. A boa notícia é que existe uma técnica segura para diminuir este incômodo: a drenagem linfática. Um tratamento que, além de eliminar o excesso de líquido, melhora a circulação sanguínea e promove relaxamento às futuras mamães. Tudo para tornar a gravidez mais confortável sem abrir mão de sua saúde

Os benefícios para elas

A combinação entre drenagem e gravidez tem tudo a ver. Segundo a profissional em estética Beatriz Leite, existem muitos motivos para que as futuras mamães adotem essa ideia. “Os benefícios vão desde a diminuição de inchaço nas pernas e nos pés, diminuição dos riscos de desenvolver varizes, até melhorar a nutrição das células, a circulação sanguínea e relaxar as áreas trabalhadas”.

Quando é indicado fazer?

O ideal é realizar o tratamento a partir do quarto mês de gravidez, período em que o feto já está bem grandinho e desenvolvido. Beatriz alerta às grávidas sobre a importância deste tempo. “O período de risco de uma gestação é até o terceiro mês, pois, nesta época, o corpo da mulher está passando por várias mudanças, principalmente hormonais, e é a fase em que os principais órgãos do bebê estão passando por desenvolvimento”, explica. A frequência, em geral, é de duas vezes por semana. Caso a futura mamãe tenha edemas maiores, a massagem pode ser liberada até três vezes.

Como acontece o procedimento?

Para garantir maior eficiência, a drenagem linfática deve ser feita com um profissional da área, um massoterapeuta ou fisioterapeuta. Feita de forma inadequada poderá comprometer a circulação e causar dores. "A drenagem desloca a linfa acumulada na direção dos gânglios linfáticos, visando sua recolocação na corrente sanguínea e a diluição do edema do membro ou do local tratado”.

Ela ensina que as manobras utilizadas são superficiais e precisam ser feitas em ritmo contínuo e bem lento para que a linfa seja conduzida de forma progressiva e harmônica. “A pressão deve ser leve e suave, de modo que preserve a integridade dos tênues capilares, que são as principais vias de drenagem do linfedema, doença crônica causada pelo acúmulo de líquido”.

Preocupações de mãe

É preciso ficar atenta em algumas situações em que a drenagem linfática é contraindicada. “Gravidez de risco, reação alérgica, edema sistêmico de origem cardíaca e renal, hipertensão descontrolada, insuficiência renal, trombose venosa profunda e doenças relacionadas ao sistema linfático são alguns exemplos”, afirma a profissional. Por isso, se alguma destas situações for a sua, não arrisque o tratamento e converse com seu ginecologista sobre outra opção.

Após o nascimento do baby

O tratamento é 100% permitido após o parto normal. No caso de cesariana, a mãe deverá aguardar por volta de um mês até a cicatrização dos pontos. Nesta fase, o intuito da drenagem será outro. “Eliminar as toxinas do corpo, resíduos metabólicos e excesso de líquidos”, explica Beatriz. Além disso, ela garante que, aliado a cuidados extras, os resultados serão bem satisfatórios para saúde e estética do corpo também. “É importante que a mulher associe a drenagem com uma boa alimentação e bastante ingestão de água”, finaliza.