A disfunção temporomandibular (DTM) é um grave problema que pode acometer a saúde bucal de qualquer pessoa. “É um termo que engloba problemas clínicos que incluem músculos da mastigação, articulação temporomandibular (ATM) e as estruturas associadas”, define a cirurgiã-dentista Rhianna Barreto. A DTM é o diagnóstico mais comum quando pacientes reclamam de dor ao mastigar, falar e até mesmo respirar. Por mais comum que seja, o tratamento para essa doença pode ser diferente em cada caso, sendo a cirurgia uma opção. Mas, segundo a especialista, ela só é indicada em situações específicas. Para saber quanto o método cirúrgico é necessário, tiramos essa e outras dúvidas com a profissional..

Um profissional deve avaliar o quadro para indicar o melhor tratamento

Ao notar esses incômodos, o paciente deve correr ao dentista. Depois de fazer todos os exames necessários, o profissional deve analisar o que pode estar causando o problema. Assim, em seguida, ele pode direcionar os procedimentos para um tratamento específico da doença. “Os tratamentos dependem do tipo de DTM que o paciente apresenta e do diagnóstico, já que são vários os tipos. Mas, na maioria das vezes, associamos alguns tratamentos para ter um resultado positivo”, comenta ela. Os tratamentos podem variar entre:

Tratamentos para DTM

Placa oclusal estabilizadora ou reposicionadora

Viscossuplementação

Fisioterapia

Termoterapia

Agulhamento seco ou medicamentoso

Laserterapia

Artrocentese

Toxina Botulínica

Artroscopia

Artrotomia

Cirurgia para DTM nunca é a primeira opção

Dentre as opções citadas pela profissional, artrocentese, artroscopia e artrotomia representam procedimentos cirúrgicos. Mas elas nunca são a primeira opção. “Existem diversas terapias minimamente invasivas que devem ser realizadas antes de propor um tratamento cirúrgico para o paciente”, explica ela. Apesar disso, o caso muda quando os procedimentos conservadores não obtiverem sucesso. Uma outra situação é quando o paciente apresenta tumores ou anquiloses na região. Nesses casos, talvez, a cirurgia seja o melhor caminho. Apenas um especialista que tenha uma familiaridade com o caso pode definir.

Não deixe de tratar a DTM

Quanto mais cedo o paciente tratar da DTM, mais rápido os sintomas vão embora. E olha que eles podem incomodar bastante. Dentre os principais sinais do problema, a cirurgiã-dentista cita alguns. “Destaca-se a dor muscular mastigatória, hipersensibilidade, fadiga e rigidez muscular dos músculos da face. Também podem ter alterações na ATM, caracterizadas por dor de ouvido, zumbido, limitação na abertura bucal, desvio ou deflexão mandibular e má oclusão”, completa ela. Se os incômodos passarem a ser constantes, a qualidade vida do paciente pode ter um enorme impacto. Para evitar que isso aconteça, não deixe de consultar um profissional de confiança para fazer o diagnóstico preciso.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Rhianna Barreto - Cirurgiã-Dentista
Rio de Janeiro - RJ
CRO-RJ:37448