Ser diagnosticado com diabetes é saber que sua rotina irá passar por uma grande mudança. No Brasil, o número de portadores chega a mais de 12 milhões, e essa quantidade não para de crescer. Além de restrições alimentares e cuidados no dia a dia, pessoas com esses quadros também deve ter uma atenção redobrada com a saúde bucal. Você sabia que a diabetes aumenta as chances de doenças gengivais? Pensando nisso, a dentista Liana França trouxe explicações sobre esses casos e o que fazer. Entenda!

Saiba como as doenças gengivais são desenvolvidas

Além de cuidar da sua saúde e manter visitas regulares ao dentista, é importante entender sobre o que pode estar acontecendo com sua cavidade bucal. As doenças gengivais são muito comuns devido ao seu caráter multifatorial. “Ou seja, para que elas aconteçam são necessários vários fatores que, em conjunto, resultam na doença”, define a profissional. O grande causador de problemas na gengiva é a placa bacteriana. Assim como ressalta a estomatologista, se não há placa não é possível haver um quadro de gengivite, por exemplo. “O desafio é manter os dentes sempre bem limpos, livres ou com o mínimo possível de placa bacteriana”, indica ela.

Diabéticos apresentam predisposição para doenças gengivais?

A maioria das pessoas desconhece essa relação, mas ela existe. A estomatologista afirma que os pacientes com diabetes possuem maior risco de desenvolver doenças gengivais. “Isto porque eles possuem mais facilidade para infecções e têm prejuízo na circulação sanguínea, com dificuldade de cicatrização”, esclarece a profissional. No entanto, é possível evitar esse tipo de problema. Por isso, pacientes diabéticos precisam ter um controle maior em relação ao acúmulo de placa nos dentes e gengiva. E ainda, não deixar de manter visitas regulares ao consultório do dentista e preservar a concentração ideal de glicose no sangue, prestando atenção, principalmente, na alimentação ao longo do dia.

A diabetes está diretamente ligada à sua saúde bucal

Pacientes diagnosticados com diabetes mellitus são alertados sobre o fator de risco para o desenvolvimento de doenças bucais. Esses indivíduos possuem diminuição das defesas do organismo e uma alteração dos vasos sanguíneos, dificultando a cicatrização, o que resulta em uma menor resistência à infecções e predisposição a várias enfermidades. Estes quadros possíveis podem acontecer por problemas na circulação e oxigenação de tecidos. “A concentração de glicose no sangue em níveis elevados também prejudica a saúde bucal”, explica Liana. Para completar, a dentista listou alguns exemplos de doenças bucais mais comuns nesses pacientes, como a xerostomia, problemas periodontais e candidíase bucal. Não deixe de buscar ajuda e orientações!

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Liana França Araújo - Estomatologista e Mestre em Patologia Bucal
Niterói - RJ
CRO-RJ: 19174