O tratamento ortodôntico é logo relacionado ao ato de usar aparelho fixo. Pode parecer simples assim, mas o tratamento em si envolve várias etapas. Ao retirar o aparelho, por exemplo, existe o momento da contenção, que também é parte do tratamento e tão essencial quanto. O dentista Rodrigo Alvarenga Ferreira da Costa explicou cada um desse momentos, desde a sua função até a importância para o resultado final. Em qual deles você se encaixa?

Todos os pacientes passam por as etapas do tratamento ortodôntico?

Segundo o profissional, nem todos os pacientes precisar passar por todas as fases do tratamento ortodôntico, que consistem em alinhamento e nivelamento, correções transversas, sagitais e verticais, finalização e contenção. Isto porque cada paciente é avaliado individualmente, e os estágios que irão realizar dependem de seu quadro. “Será necessário todo um estudo pelo ortodontista para o diagnóstico e planejamento do caso. Sabendo assim os problemas, ele programará o tratamento personalizado para cada paciente em especial”, esclarece ele.

Conheça o que acontece em cada etapa do tratamento ortodôntico

1) Alinhamento e nivelamento: o nome já indica que nela acontece a colocação dos dentes no alinhamento harmonioso, com a ajuda do ortodontista. “Nesse momento ocorrem movimentações com uso de arcos ortodônticos bastante maleáveis e finos, que não causam grandes forças aos dentes”, explica Rodrigo. São realizadas então correções de giros e posições anormais;

2) Correções transversais: “ocorrem quando o paciente tem um problema onde os dentes superiores estão posicionados mais para dentro em relação aos dentes inferiores, conhecido como mordida cruzada”, define ele. Esta etapa é a primeira correção realizada, com a escolha do aparelho específico que, ao ser ativado, vai conseguindo descruzar os dentes e corrigir o problema;

3) Correções sagitais: é a avaliação da relação existente entre as arcadas, superior e inferior. O paciente pode ser classificado de três formas diferentes. A classe I é quando os dentes estão na posição correta, tendo a relação entre arcadas ideal. “Classe II, onde a arcada superior está posicionada mais à frente em relação à arcada inferior”, classifica o dentista. Já na III, é quando a arcada inferior está posicionada mais à frente. Pacientes enquadrados nos casos II e III precisam ser avaliados sobre a origem do problema, podendo ser um excesso ou falta de crescimento de uma das arcadas;

4) Correções verticais: “O paciente se encontra com diferença de encaixe da mordida na região anterior”, esclarece o profissional. Esta também é classificada de três maneiras. O posicionamento ideal é quando os dentes superiores estão até 3mm sobre os inferiores. A mordida profunda, ou sobremordida, é quando essa posição está a mais de 3 mm, “escondendo” os dentes inferiores quando a boca está fechada. “Mordida Aberta, onde os dentes não apresentam toques entre eles, deixando um espaço entre as arcadas quando o paciente fecha a boca”, finaliza ele. A avaliação da idade ajuda na decisão se será usado um aparelho especial ou se somente o fixo resolve o problema.

5) Finalização: é quando o ortodontista dá início ao posicionamento das raízes e refinamento do quadro, caracterizada como trabalhosa e demorada, aproximando-se da posição final. “Pode ser necessário o uso de elásticos entre as arcadas para melhorar o encaixe dos dentes, uso de dobras nos arcos ou mudança de colagem de braquetes para um posicionamento individual”, ressalta Rodrigo;

6) Contenção: acontece depois da retirada do aparelho fixo, já que durante os primeiros meses seguidos desse momento pode acontece alguma movimentação, devido a pouca estabilidade e ajuste da posição na mordida. Na maioria dos casos as contenções são fixas na arcada inferior, e removíveis na superior. “O não uso poderá gerar uma pequena volta do dente na posição anterior ao tratamento, perdendo assim o tratamento”, alerta ele. A presença nas consultas é muito relevante para acompanhar o caso.

Qual é a importância de cada etapa para o tratamento?

Assim como explica o dentista, cada uma das fases tem muita importância, principalmente por estarem todas interligadas. A etapa de correção transversa, por exemplo, é responsável por posicionar o sistema ósseo, corrigindo o erro causado pela arcada superior e colocando-os condizentes na mordida. “E a fase de contenção é onde terminamos a fase ativa do tratamento, e entramos na de estabilização e adaptação dele, gerando assim o resultado de todo trabalho e expectativa do tão sonhado sorriso”, exemplifica ele. Mantendo as visitas regulares ao consultório e seguindo todas as indicações, o seu tratamento alcançará o resultado esperado.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Rodrigo Alvarenga Ferreira da Costa - Cirurgião-dentista e especialista em Ortodontia e Ortopedia, Implantodontia e Prótese sobre Implante
Resende - RJ
CRO-RJ 37701