Todo mundo já ouviu dizer que a cárie é aquela conhecida dor no dente que vem acompanhada de sensibilidade e que quando ela se instala, a ida ao dentista é só questão de tempo. No entanto, é importante ter em mente a explicação por detrás disso. Esse monstrinho, normalmente caracterizado por um ponto preto no dente, é um processo infeccioso, causado por bactérias que alteram a mineralização do esmalte dentário, resultando em pequenas lesões na estrutura do dente. O que muitos não sabem é que existem diversos tipos de cáries, e para cada uma delas, existe um tratamento. A cárie na raiz do dente, por exemplo, é mais comum em adultos e idosos, por conta de seu local de atuação. Em entrevista para o Sorrisologia, a dentista Kalina Diniz comentou um pouco mais sobre esse quadro de cárie radicular, confira!

O melhor tratamento para cárie ainda é a prevenção

É importante frisar que o tratamento para a sua cárie vai depender exclusivamente do estágio em que ela se encontra. No entanto, vale lembrar que deve-se sempre se prevenir dessa doença com uma boa higienização bucal e idas periódicas ao dentista, para que ele possa analisar e diagnosticar a cárie precocemente. Outra boa dica é ingerir alimentos saudáveis e pobres em açúcares. A dentista explica que, muitas vezes, a cárie em sua fase inicial não apresenta sintomas, no entanto, é possível reverter o processo de desmineralização com aplicações de flúor, vernizes ou selantes. “Na fase intermediária, é necessária a restauração dos dentes com materiais específicos (como resinas compostas, ionômeros de vidro), e na fase avançada, é preciso fazer um tratamento endodôntico (canal), colocação de pinos proteicos e coroas de porcelanas”, explica Kalina.

Cáries diferentes, tratamentos diferentes

Antes de qualquer coisa, deve-se entender que embora seja diferente dos demais tratamentos, a cárie radicular tem solução. Tais tratamentos variam de acordo com a extensão, vitalidade pulpar, e localização, sendo esse o principal problema, como ressalta a dentista: “a cárie na raiz do dente é de difícil acesso, pois, geralmente, localiza-se abaixo da gengiva. Em determinadas situações, são necessários procedimentos odontológicos combinados para recuperar a cárie de raiz”.

Para esse tipo de problema, a dentista esclarece que existem alguns tratamentos mais comuns, como a restauração de resina composta, indicado quando a cárie forma cavidades, sem contato direto na gengiva, a restauração de resina + cirurgia gengival, quando a cárie se instala abaixo da gengiva, e o tratamento endodôntico, quando a cárie é extensa e profunda e atinge a polpa dentária. “Nesse caso, é necessária urgência no tratamento, com a remoção de todo tecido pulpar e a restauração do canal por materiais obturadores”, ressalta. Outras possíveis soluções para o problema da cárie radicular é o pino dentário, a prótese dentária fixa e a cirurgia plástica gengival.

Os riscos da cárie não tratada

Segundo Kalina, são diversos os riscos de uma cárie não tratada. “Elas podem afetar o dente, de ordem local, como abscesso periapical (inchaço com pus que ocorre junto à raiz de um dente e que normalmente provoca dores), necrose pulpar (necrose localizada na polpa do elemento dentário) e em casos extremos, a perda do elemento dental”, explica. Esse mal, caso não tratado, pode evoluir, e as bactérias podem ganhar a corrente sanguínea, se instalando em vários tecidos. “Essa invasão de bactérias pode levar a doenças de ordem sistêmicas como doenças cardíacas, infecções pulmonares e até mesmo oferecer riscos à integridade do tecido nervoso ao alcançar o cérebro, além de causar outras tipos de doenças”, esclarece Kalina. Por conta disso, deve-se ficar atento e tratar a cárie o mais rápido possível.

O que fazer para se ver livre das cáries

É bom frisar que caso a higiene bucal correta não seja devidamente praticada, muitas doenças podem se desenvolver, inclusive a cárie. Para isso, a melhor estratégia é realizar a escovação pelo menos 2 vezes por dia, a fim de eliminar os restos de comida dos dentes e evitar a formação da placa bacteriana. Outra boa opção é para quando não se pode escovar os dentes: faça vigorosos bochechos com água.

“Opte por um creme dental com flúor e passe o fio dental e o enxaguante bucal, principalmente antes de dormir. Tenha sempre um chiclete sem a açúcar em mãos! A mastigação estimula a salivação, e esta protege os dentes, permitindo que as bactérias não produzam o ácido que os corroem”, explica Kalina. Além disso, é aconselhado a ida a um dentista de confiança a cada seis meses.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Kalina Diniz - Dentística e Odontologia Estética
São Paulo - SP
CRO-SP: 110560