Conhecer o nosso corpo é indispensável para saber exatamente como cuidar dele. Com a boca não poderia ser diferente! Muitos têm uma grandepreocupação em manter um sorriso bonito e acreditam que cuidar apenas da aparência dos dentes já é o suficiente para atingir esse objetivo, mas não é verdade. É preciso conhecer e cuidar detalhadamente cada parte da cavidade bucal para conquistar, assim, um sorriso não só bonito, mas totalmente saudável. Confira a matéria e saiba tudo sobre a anatomia da boca e dos dentes!

Anatomia da boca: o que é?

A anatomia nada mais é do que compreender como funciona determinada parte do corpo humano. Para isso, é necessário fazer uma análise dos elementos constituintes, conhecendo suas funções e estruturas. Com o auxílio da especialista Amanda Pone, vamos abordar os principais elementos de nossa boca e como eles estão ligados entre si.

1. Os dentes

Essa certamente é a parte mais conhecida e a porta principal para um sorriso. Afinal, ter dentes branquinhos, alinhados e saudáveis é o que todo mundo quer. E, por mais que não seja novidade, é sempre bom reforçar a necessidade de fazer uma higienização adequada, além de evitar hábitos que prejudiquem a saúde bucal - principalmente para fugir de problemas como o escurecimento ou a erosão dos mesmos. Mas além dessas informações, o que mais você sabe sobre eles? Confira abaixo tudo que você precisa saber.

1.1 Quantos tipos diferentes de dentes temos?

Hoje, uma pessoa adulta tem cerca de 32 dentes em sua arcada dentária. Os mais famosos são os sisos, também chamados de “dentes de juízo”, que estão caminhando lentamente para uma espécie de extinção, já que não são mais todas as pessoas que o possuem. Mas, além dos sisos, podemos destacar quatro tipos diferentes de dentes que constituem um belo sorriso: os incisivos, os caninos, os pré-molares e os molares.

1.2 Quais as funções de cada dente?

Quatro tipos de dentes e quatro funções tecnicamente distintas. Conforme a dentista Amanda explica, os incisivos são os quatro primeiros dentes localizados logo na frente da arcada, com a função de cortar os alimentos. Já os caninos, localizados ao lado dos incisivos, são dentes cujas pontas são mais afiadas e pontiagudas com o objetivo de “rasgar” a comida. Quanto aos pré-molares, cabe o trabalho de amassar os alimentos para que os molares, enfim, possam triturá-los. É neste último grupo que os sisos estão inseridos, concluindo o conjunto de terceiros molares.

1.3 Quais estruturas formam o dente e quais as respectivas funções?

O dente é constituído basicamente por cinco estruturas diferentes. São elas: o esmalte, a dentina, a polpa dentária, o cemento e o ligamento periodontal.

A profissional explica que o esmalte é responsável pela proteção do dente, sendo a camada mais dura e servindo de barreira para a dentina e a polpa. “A dentina, por sua vez, tem como principal função defender a primeira camada protetora, absorvendo impactos externos causados por alimentos ou desgastes. Ela também é responsável pela área sensitiva do dente que é totalmente ligada à polpa,” esclarece.

Enquanto isso, a polpa fica encarregada de manter a vitalidade do elemento dental. Isso é possível porque em seu interior existem vasos sanguíneos e terminações nervosas responsáveis por essa manutenção. Já sobre o cemento, Amanda explica: “É um tecido conjuntivo mineralizado e avascular, que recobre a dentina radicular e tem como principal função a inserção de fibras do ligamento periodontal à raiz do dente.” E para finalizar, temos o ligamento periodontal, um sistema que liga o dente ao osso alveolar, sendo formado pelas fibras principais.

2. Dentes de leite e permanentes: quais as diferenças?

Logo que nascem os primeiros dentinhos, os pais já ficam apreensivos pensando na fase de troca da dentição decídua (de leite) pela permanente. As diferenças são tanto qualitativas quanto quantitativas, já que na primeira dentição temos um total de 20 dentes, e na permanente chegamos a uma média de 32. Além disso, a raiz do dente de leite é mais longa e mais fina que a dos permanentes, segundo a especialista. “O tamanho também é muito diferente: dentes de leite costumam ser muito menores; e por isso as cáries têm mais facilidade de alcançar a polpa”, acrescenta.

Fora as diferenças, também é importante entender qual a relação entre um e outro, uma vez que os dentes decíduos orientam a direção em que os permanentes devem nascer. “É importante manter os cuidados e higienização. Se os de leite caírem antes do tempo podem causar problemas de desenvolvimento para os novos dentes.”

3. Gengiva: funções e cuidados

Um sorriso bonito vai muito além de dentes brancos e esteticamente alinhados, afinal existem outros componentes que merecem igual atenção e preocupação. A gengiva, por exemplo, é um local que merece tanto cuidado quanto qualquer outra parte de seu corpo. Formada por tecido epitelial ricamente vascularizado, é ela que reveste o osso e serve como base de sustentação aos nossos dentes, nutrindo e protegendo-os. Por isso, Amanda ressalta que é fundamental higienizá-la com o uso de fio dental sempre que possível, pois só assim é possível prevenir alguns problemas gengivais, como a gengivite.

4. Língua: por que é importante higienizar corretamente e como fazer isso?

Ninguém merece ter que lidar com aquele bafinho indesejável. Mas acredite se quiser: ter um pouco mais de atenção à sua própria língua pode te salvar desse desconforto. Cerca de 60% dos casos de mau hálito são resultado da saburra, uma pasta branca que se deposita na língua e precisa ser removida. “A saburra é formada por células descamadas, sobras de alimentos e bactérias. Dessa forma, os micro-organismo que ali vivem, se alimentam de restos orgânicos e acabam liberando compostos sulfurados voláteis, que é o que gera o mau hálito”, explica a especialista. Para evitar que esse inconveniente aconteça, ela aconselha fazer a higienização do órgão com limpador ou raspador de língua.

Este artigo tem a contribuição da especialista:

Amanda Pone - Cirurgiã-dentista da Clínica DH Odonto 

Rio de Janeiro - RJ

CRO-RJ 43.040